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Acidente
12/02/2026 18:00:00

Pesquisa aponta maior rejeição a Lula e Bolsonaro entre eleitores brasileiros

Mais de metade dos entrevistados acreditam que o atual presidente não deve seguir no cargo, enquanto a maioria também desaprova o ex-presidente Jair Bolsonaro

Pesquisa aponta maior rejeição a Lula e Bolsonaro entre eleitores brasileiros

Uma sondagem recente realizada pelo levantamento Genial/Quaest revela que 57% dos cidadãos brasileiros são contra a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na chefia do governo. Em contrapartida, 39% apoiam a continuidade de Lula na presidência, acreditando que ele merece mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto.

Durante o período de janeiro para fevereiro, essa proporção apresentou uma variação mínima, dentro da margem de erro do estudo. Na pesquisa anterior, 56% opinavam que Lula não deveria permanecer na presidência, enquanto 40% defendiam sua continuidade, marcando um aumento de dois pontos percentuais na rejeição.

Segundo o levantamento, tanto Lula quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentam rejeição semelhante. Atualmente, 54% dos eleitores rejeitam Lula, enquanto a rejeição a Bolsonaro chega a 55%, ambos os principais pré-candidatos na corrida eleitoral.

Desde dezembro de 2025, a percepção negativa acerca do atual mandatário mantém-se estável, embora a rejeição tenha atingido seu pico em maio de 2022, com 57%. Em agosto do mesmo ano, a taxa caiu para 51%, e ao final de 2025, voltou a subir, atingindo os atuais 54%. Já Bolsonaro também apresenta altos índices de rejeição.

Sua maior negativa foi registrada em dezembro, com 60% dos entrevistados afirmando que conhecem seu filho mais velho, Jair Bolsonaro Filho, e que não votariam nele. No mês seguinte, esse percentual caiu para 55% e manteve-se na pesquisa de fevereiro. No que tange ao reconhecimento e intenção de voto, Lula lidera com 42%, seguido por Bolsonaro com 36%.

Esse é o maior índice positivo já observado para Bolsonaro na série histórica do estudo, enquanto Lula atingiu seu pico em agosto e outubro de 2025, com 47%, impulsionado pelo impacto do tarifamento promovido pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre os demais candidatos, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), apresenta a maior taxa de conhecimento e potencial de voto, com 23%.

Outros nomes do centro-direita e direita possuem mais de 50% de desconhecimento entre os entrevistados, variando entre 10% e 14% de possibilidade de votação. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado de 5 a 9 de fevereiro, por meio de 2.004 entrevistas presenciais, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00249/2026. Outro aspecto analisado diz respeito ao apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao seu filho Flávio na disputa eleitoral, divulgado no começo de dezembro.

Desde então, o percentual de pessoas que sabem dessa aliança aumentou de 61% para 69%. A parcela de quem desconhece essa informação caiu de 39% para 31%. Ao questionar sobre a decisão de Bolsonaro de lançar Flávio como candidato, 44% dos entrevistados consideram essa estratégia correta, enquanto 42% acreditam que foi um erro.

Outros 14% não souberam ou preferiram não opinar. Quanto à influência dessa indicação, 49% afirmam que não votarão no candidato indicado por Bolsonaro (mesmo número de janeiro), 25% dizem que considerariam votar, mas sem decisão definitiva, e 22% afirmam que votarão no nome sugerido pelo ex-presidente, também igual ao mês anterior.

A pesquisa também avaliou o potencial de vitória de Lula contra possíveis adversários, incluindo Bolsonaro. Apesar de Flávio Bolsonaro ser o oponente mais eficaz contra o atual presidente, 55% dos entrevistados acreditam que Lula venceria a eleição caso seu rival fosse um membro da família Bolsonaro, enquanto 35% pensam que essa vitória seria do adversário. Se a oposição optar por um candidato que não faça parte da família Bolsonaro, a expectativa de vitória da direita sobe para 40%, enquanto a probabilidade de Lula ganhar diminui para 49%.

Por fim, os eleitores foram questionados sobre seus maiores temores neste momento: a possibilidade de Lula completar mais um mandato ou a volta de Bolsonaro ao cargo máximo do Executivo. O receio de que Bolsonaro retorne ao poder, apesar de atualmente inviável devido à sua prisão, diminuiu de 46% para 44%.

Por outro lado, o medo de mais quatro anos sob Lula aumentou de 40% para 41%. Ainda, 7% dos entrevistados têm medo de ambos e 4% não forneceram resposta. A pesquisa foi conduzida com uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou menos, com confiabilidade de 95%. O estudo foi realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro, abrangendo 2.004 entrevistas presenciais, e encontra-se registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00249/2026.