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Acidente
12/02/2026 12:00:00

Identificando sinais cutâneos de problemas hepáticos: o que você precisa saber

Alterações na pele podem indicar disfunções no fígado; saiba reconhecer os sintomas e agir precocemente

Identificando sinais cutâneos de problemas hepáticos: o que você precisa saber

A condição da pele pode revelar informações cruciais sobre o funcionamento interno do corpo, especialmente em relação ao fígado.

Muitas vezes, alterações que parecem problemas dermatológicos comuns podem, na verdade, sinalizar distúrbios hepáticos.

Portanto, é fundamental prestar atenção a mudanças persistentes na pele e procurar atendimento médico quando necessário. De acordo com uma entrevista ao portal Only My Health, o especialista Abhinav Sharma destacou que certos sintomas dermatológicos podem estar relacionados a problemas no órgão hepático.

“Detectar esses sinais de forma precoce permite que os pacientes realizem exames e iniciem o tratamento antes que complicações mais sérias surjam”, afirma o profissional. Sinais cutâneos que podem indicar doenças no fígado

Quando o fígado apresenta mau funcionamento, substâncias que deveriam ser eliminadas pela circulação sanguínea podem se acumular no organismo, afetando a coloração da pele, os vasos sanguíneos, as terminações nervosas, a cicatrização e o equilíbrio hídrico, tornando esses sinais visíveis externamente.

Um dos sinais mais conhecidos é a coloração amarelada na pele e na parte branca dos olhos, conhecida como icterícia. “Esse sintoma ocorre porque o fígado não consegue metabolizar adequadamente a bilirrubina”, explica Sharma.

Outro indicativo comum é a coceira constante, especialmente se piora à noite ou se concentra nas palmas das mãos. Essa sensação também pode estar relacionada a alterações no fígado. O médico enfatiza a importância de verificar se esse desconforto não está ligado ao uso de produtos cosméticos ou outros itens específicos.

Manchas escuras no pescoço, axilas, virilha ou no rosto podem ser sinais de resistência à insulina, uma condição frequentemente associada a doenças do fígado. “Normalmente, esse escurecimento vai se desenvolver de forma gradual”, indica o especialista. Além disso, pequenos sangramentos na pele, vasos visíveis ou hematomas que surgem sem motivo aparente podem indicar um quadro de doença hepática crônica ou alterações hormonais.

Esses sinais costumam ser indolores, simétricos e não desaparecem com pressão. Para não negligenciar esses sintomas, o especialista recomenda a realização de exames laboratoriais e testes de função hepática, que podem identificar alterações precocemente.

Mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado podem atrasar ou até reverter o avanço de diversas patologias hepáticas. No que diz respeito à alimentação, certos alimentos podem oferecer proteção ao fígado.

A nutricionista Ana Luzón comentou ao HuffPost que hábitos alimentares equilibrados ajudam a reduzir inflamações e fortalecem esse órgão vital. Vegetais como brócolis, couve-flor e couve-de-bruxelas contribuem na desintoxicação e combate ao estresse oxidativo. O alho e a cebola estimulam enzimas responsáveis por eliminar toxinas do organismo.

Frutas cítricas e o uso de azeite de oliva no preparo das refeições também são recomendados para a saúde hepática. Alimentos ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, cavala e oleaginosas, auxiliam na redução do acúmulo de gordura no fígado.

Aveia e grãos integrais também fazem parte do cardápio benéfico. Chás verdes têm potencial para ajudar na diminuição do acúmulo de gordura hepática, enquanto as frutas vermelhas, como mirtilos e amoras, apresentam propriedades antioxidantes.

Por fim, leguminosas, cúrcuma e gengibre completam a lista de alimentos que podem contribuir para a manutenção de um fígado saudável e funcional.