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Geral
11/02/2026 00:00:00

Autoridades anunciam estratégia renovada para combater organizações criminosas no Brasil

Ministro Wellington César destaca avanços e novos planos na segurança pública nacional após 18 dias à frente da pasta

Autoridades anunciam estratégia renovada para combater organizações criminosas no Brasil

Durante uma coletiva nesta terça-feira (10), o Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou um panorama atualizado sobre os esforços de combate às organizações criminosas no país. O principal objetivo, segundo o ministro Wellington César, é fortalecer a cooperação entre a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Essa união, que o ministro chama de esforços prévios, visa avançar na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 18/2025), atualmente em análise na Câmara dos Deputados. Após apenas 18 dias sob sua gestão, a nova orientação do MJSP concentra-se na PEC, demonstrando que o sistema já está operacional e agora necessita de respaldo jurídico constitucional.

O ministro enfatizou que a institucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) está em andamento, com a implementação de um centro de inteligência que deve se tornar padrão após a aprovação da PEC.

Durante a coletiva, o tom adotado foi mais formal e institucional, com foco na divulgação de números e projetos relacionados à segurança pública, incluindo ações específicas de inteligência no sistema prisional nacional.

André Garcia, Secretário Nacional de Políticas Penais, destacou esforços e iniciativas voltados para a modernização do sistema penitenciário, apontando que essas ações impactam diretamente na segurança dos cidadãos e visam elevar o padrão de controle e proteção.

Entre as estatísticas apresentadas, dados da PRF revelam uma elevação na apreensão de drogas, especialmente cocaína, ao longo de 2025. Mais de 44 toneladas de entorpecentes foram interceptadas nas rodovias brasileiras até então, um aumento em relação ao ano anterior. Antônio Fernando Souza Oliveira, diretor-geral da PRF, observou que as estratégias do crime organizado no transporte de drogas mudaram, deixando as rodovias de serem os principais pontos de distribuição. Outro dado relevante foi a apreensão de aproximadamente 48,3 milhões de maços de cigarros ilegais, com destaque para os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Segundo Oliveira, a operação resultou em um prejuízo estimado de R$ 241 milhões ao crime organizado. Somente em 2025, a PRF e a PF apreenderam juntas 3.605 armas de fogo e mais de 255 mil munições.

De acordo com informações da Polícia Federal, as ações de repressão ao crime organizado levaram à destruição de aproximadamente R$ 169 milhões em bens ilícitos, desmantelando redes criminosas de alto nível na estrutura do crime no país.