Independentemente do desfecho das urnas em outubro de 2026, as próximas eleições estaduais já indicam uma transformação significativa no panorama político do Brasil.
De um total de 27 chefes estaduais atualmente no cargo, 18 não poderão tentar a reeleição, devido à legislação brasileira que proíbe o terceiro mandato consecutivo. Após oito anos liderando suas respectivas regiões, esses governadores precisarão traçar novas estratégias políticas e, simultaneamente, buscar indicar nomes para sucedê-los.
Entre eles, pelo menos quatro demonstram interesse na corrida presidencial, enquanto outros seis devem disputar cadeiras no Senado — cuja renovação ocorrerá neste ano, com 54 dos 81 assentos em disputa. Vale destacar que, até o momento, nenhuma candidatura foi oficialmente registrada. De acordo com o calendário eleitoral, as candidaturas só serão oficializadas nas convenções partidárias, entre julho e agosto, com o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto.
Após essa data, as campanhas terão início oficialmente. A seguir, confira a situação de cada estado em relação à possibilidade de reeleição dos atuais governadores para o ciclo de 2026:
- Acre: não poderá concorrer à reeleição — atual: Gladson Cameli (PP) - Alagoas: não poderá buscar a segunda gestão — atual: Paulo Dantas (MDB) - Amazonas: impedido de reeleger-se — atual: Wilson Miranda Lima (União Brasil) - Amapá: candidato à reeleição é possível — atual: Clécio Luís (Solidariedade) - Bahia: busca manter o cargo — atual: Jerônimo Rodrigues (PT) - Ceará: pode tentar a reeleição — atual: Elmano de Freitas (PT) - Distrito Federal: sem possibilidade de reeleição — atual: Ibaneis Rocha (MDB) - Espírito Santo: impedido de disputar novamente — atual: Renato Casagrande (PSB) - Goiás: não poderá tentar novamente — atual: Ronaldo Caiado (União Brasil) - Maranhão: impossibilitado de reeleger-se — atual: Carlos Brandão (PSB) - Minas Gerais: não pode buscar a recondução — atual: Romeu Zema (Novo) - Mato Grosso do Sul: candidato à reeleição é viável — atual: Eduardo Riedel (PP) - Mato Grosso: impedido de tentar novamente — atual: Mauro Mendes (União Brasil) - Pará: sem chance de reeleição — atual: Helder Barbalho (MDB) - Paraíba: não poderá disputar a reeleição — atual: João Azevêdo (PSB) - Pernambuco: possibilidade de reeleição — atual: Raquel Lyra (PSD) - Piauí: candidato à reeleição é uma opção — atual: Rafael Fonteles (PT) - Paraná: não poderá tentar novamente — atual: Ratinho Júnior (PSD) - Rio de Janeiro: sem reeleição permitida — atual: Cláudio Castro (PL) - Rio Grande do Norte: impossibilitado de buscar novo mandato — atual: Fátima Bezerra (PT) - Rondônia: não poderá concorrer de novo — atual: Coronel Marcos Rocha (União Brasil) - Roraima: impedido de reeleger-se — atual: Antônio Denarium (PP) - Rio Grande do Sul: sem chance de reeleição — atual: Eduardo Leite (PSD) - Santa Catarina: pode tentar a recondução — atual: Jorginho Mello (PL) - Sergipe: busca a reeleição — atual: Fábio Mitidieri - São Paulo: candidato à reeleição — atual: Tarcísio de Freitas (Republicanos) - Tocantins: sem possibilidade de reeleição — atual: Wanderlei Barbosa (Republicanos)
Como se dá o processo para candidaturas de outros cargos?
Os governadores que desejarem concorrer à Presidência, ao Senado ou à Câmara dos Deputados deverão deixar seus cargos até abril, uma antecedência de seis meses antes das eleições, seguindo regras de desincompatibilização para evitar o uso da máquina pública em benefício próprio. Essa medida funciona como um filtro inicial para a corrida eleitoral.
Em caso de saída do governador, o vice assume o comando estadual — e também pode ingressar na disputa. Entretanto, neste ano, o Rio de Janeiro apresenta uma situação atípica: o governador Cláudio Castro, impedido de tentar a reeleição e cotado para o Senado, está sem vice desde 2025, data em que Thiago Pampolha deixou o cargo para atuar no Tribunal de Contas do Estado.
Se Castro confirmar sua renúncia até abril, a Assembleia Legislativa realizará uma eleição indireta para escolher um governador-tampão até o término do mandato. Essa pessoa poderá concorrer às eleições de outubro normalmente, abrindo espaço para uma disputa interna no estado. No cenário nacional, os meses seguintes serão cruciais para definir o destino dos governadores em exercício.
Atualmente, a situação apresenta o seguinte panorama: - Nove governadores tentarão a reeleição: Clécio Luís (Amapá), Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul), Raquel Lyra (Pernambuco), Rafael Fonteles (Piauí), Jorginho Mello (Santa Catarina), Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Fábio Mitidieri (Sergipe). -
Quatro governadores se apresentam como pré-candidatos à Presidência: Ronaldo Caiado (Goiás), Romeu Zema (Minas Gerais), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). - Pelo menos seis estão articulando candidaturas ao Senado: Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Helder Barbalho (Pará), João Azevêdo (Paraíba), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Antônio Denarium (Roraima). -
Outros cinco mantêm seus futuros políticos indefinidos: Gladson Cameli (Acre), Renato Casagrande (Espírito Santo), Carlos Brandão (Maranhão), Mauro Mendes (Mato Grosso) e Wanderlei Barbosa (Tocantins). - Três governadores afirmaram que não disputarão novas eleições, permanecendo no cargo até o fim do mandato: Paulo Dantas (Alagoas), Wilson Miranda Lima (Amazonas) e Coronel Marcos Rocha (Rondônia).