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Economia
08/02/2026 11:00:00

Perspectivas de Produção de Café no Brasil em 2026 apontam para recorde histórico

Estimativa indica crescimento de 17,1%, impulsionado por expansão de áreas e aumento de produtividade

Perspectivas de Produção de Café no Brasil em 2026 apontam para recorde histórico

A projeção para a colheita brasileira de café em 2026 aponta uma geração de aproximadamente 66,2 milhões de bolsas beneficiadas, representando um avanço de 17,1% em comparação ao ciclo anterior. Esses dados fazem parte do primeiro levantamento da safra de café divulgado nesta quinta-feira (5/2) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmada, essa colheita será a maior já registrada pela entidade, superando o recorde de 63,1 milhões de bolsas atingido em 2020.

A expansão prevista ocorre em um período de bienalidade positiva e é resultado do aumento de 4,1% na área cultivada, estimada em 1,9 milhão de hectares.

Além disso, condições meteorológicas favoráveis ao longo do ciclo, aliadas à implementação de novas tecnologias e práticas de manejo, contribuíram para esse cenário de crescimento. A produtividade média deve atingir um incremento de 12,4%, chegando a 34,2 sacas por hectare.

O cultivo de café arábica, mais afetado pela bienalidade, deve produzir cerca de 44,1 milhões de bolsas, um crescimento de 23,3% em relação à safra anterior. Por sua vez, a produção de conilon é estimada em 22,1 milhões de bolsas, o que representa um aumento de 6,4%, podendo estabelecer um novo recorde para a variedade.

Entre os estados, Minas Gerais, maior produtor nacional, deve atingir uma produção de 32,4 milhões de bolsas, beneficiada pela distribuição mais uniforme das chuvas antes do período de floração.

São Paulo projeta colher 5,5 milhões de bolsas, recuperando áreas que foram afetadas na safra anterior. A Bahia tem uma estimativa de 4,6 milhões de bolsas produzidas, enquanto o Espírito Santo deve alcançar 19 milhões, com destaque para o conilon.

Rondônia, por sua vez, prevê uma safra de 2,7 milhões de bolsas, um aumento de 18,3%, impulsionado pelo renovamento dos cafeeiros e pelas condições climáticas favoráveis.