08/02/2026 21:55:58

Acidente
06/02/2026 20:00:00

Governo Federal Implementa Uso de Insulina de Ação Prolongada no SUS para Pacientes com Diabetes

Mudança visa modernizar o tratamento e ampliar acesso ao medicamento de última geração

Governo Federal Implementa Uso de Insulina de Ação Prolongada no SUS para Pacientes com Diabetes

O Ministério da Saúde anunciou o início oficial da substituição da insulina humana NPH pela insulina análoga de ação prolongada, conhecida como glargina, na rede pública de saúde brasileira (SUS).

Esta inovação será inicialmente testada em regiões específicas, incluindo os estados do Amapá, Paraná, Paraíba e no Distrito Federal, atendendo crianças e jovens até 17 anos que convivem com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2.

Espera-se que mais de cinquenta mil indivíduos sejam beneficiados nesta fase inicial do projeto.

Segundo comunicado do ministério, a iniciativa é considerada um avanço sem precedentes no cuidado a pessoas diabéticas no Brasil. A pasta destacou que a nova medicação traz uma tecnologia mais avançada, de ação prolongada, que simplifica significativamente a rotina dos usuários.

Entenda

A glargina é uma insulina de ação prolongada, capaz de manter os níveis de glicose estáveis por até 24 horas, necessitando de uma única aplicação diária. A transição do uso da insulina humana para a de ação prolongada será conduzida de forma gradual, com avaliações individuais de cada paciente para garantir a adaptação segura.

Nos estados selecionados, equipes de saúde já realizam treinamentos com profissionais da atenção primária, preparando o terreno para uma futura expansão. Após alguns meses, os resultados serão revisados para definir um cronograma de ampliação do programa para o restante do país.

De acordo com o ministério, o custo de uma mensalidade de insulina glargina na rede privada pode chegar a até R$ 250 para dois meses de uso. A ampliação do acesso a esse medicamento na rede pública é considerada uma ação alinhada às melhores práticas internacionais.

A parceria que viabilizou essa expansão envolveu o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), juntamente com a biotecnológica brasileira Biomm e a companhia chinesa Gan & Lee.

O objetivo principal é transferir a tecnologia de produção para o Brasil. Em 2025, a parceria resultou na entrega de mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com um investimento total de R$ 131 milhões. A previsão é que até o final de 2026, a capacidade de produção alcance 36 milhões de tubetes, garantindo abastecimento ao SUS.

O ministério reforça que a autonomia na fabricação de insulina é essencial diante do cenário global de escassez desse insumo vital.