Na manhã desta quinta-feira, o deputado federal Marcel van Hattem, representante do partido Novo pelo Rio Grande do Sul, anunciou a intenção de solicitar a convocação de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para prestar esclarecimentos na CPMI do INSS.
A comissão, responsável por investigar fraudes relativas ao Instituto Nacional do Seguro Social, retomou suas atividades legislativas e, logo no início do dia, recebeu a proposta do parlamentar. Van Hattem justificou seu pedido ao afirmar que deseja obter detalhes sobre o contrato de assessoria jurídica firmado entre o escritório de Moraes e o Banco Master.
Este banco está sob investigação devido a suspeitas de envolvimento em operações financeiras ilícitas e esquemas fraudulentos que incluem descontos indevidos em benefícios previdenciários. O deputado questionou a legitimidade do contrato, solicitando que a convocação da esposa de Moraes seja aprovada para que a CPMI possa aprofundar as informações relativas a essa relação comercial e esclarecer possíveis conexões com o escândalo em andamento.
A CPMI do INSS foi criada com o objetivo de apurar irregularidades na concessão de benefícios, verificando fraudes e descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Nos anos de 2025 e 2026, o colegiado aprovou diversos requerimentos de convocação, incluindo familiares e sócios de envolvidos em esquemas fraudulentos.
A investigação também tem provocado tensões com o Poder Judiciário, especialmente devido a decisões que influenciam depoimentos e limitam a autoridade da comissão de investigação. A proposta de chamar a esposa do ministro do STF soma-se a outros pedidos feitos por parlamentares oposicionistas, que incluem convocações e até requerimentos de quebra de sigilo relacionados às CPMIs investigando suspeitas de irregularidades em pagamentos públicos e contratos com figuras públicas.
Especialistas afirmam que envolver familiares de autoridades na discussão é importante para garantir transparência, enquanto aliados de ministros defendem que pessoas ligadas a investigados não devem ser convocadas sem relação direta com os fatos em apuração.