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Polícia
06/02/2026 02:00:00

Operação policial no Rio apura ligação entre assassinatos e o comércio ilegal de cigarros

Forças de segurança executam mandados de prisão contra suspeitos, incluindo contraventor considerado mandante de homicídio ligado ao tráfico clandestino na capital fluminense

Operação policial no Rio apura ligação entre assassinatos e o comércio ilegal de cigarros

Na quinta-feira (05), agentes da Polícia Civil realizaram uma ação coordenada na cidade do Rio de Janeiro, visando prender indivíduos envolvidos em uma série de homicídios relacionados às disputas pelo controle do mercado ilegal de cigarros.

Entre os alvos, destaca-se o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como principal responsável por um dos assassinatos.

A operação foi liderada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e envolveu o cumprimento de quatro mandados de prisão referentes ao assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ocorrido em outubro de 2022.

Segundo as investigações, a vítima foi alvejada por homens encapuzados e armados com fuzis e armamentos de grande calibre enquanto estava em um posto de combustíveis na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

O inquérito policial revela que Fabrício foi surpreendido por indivíduos encapuzados, armados com armas pesadas, numa ação relacionada às disputas pelo comércio clandestino de cigarros, uma das principais fontes de renda de organizações criminosas na cidade.

Além de Adilsinho, o cumprimento de mandados também atingiu José Ricardo Gomes Simões, Daniel Figueiredo Maia e Alex de Oliveira Matos.

As investigações indicam que José Ricardo teria intermediado e planejado o assassinato, enquanto Daniel teria fornecido informações sobre a rotina da vítima.

Alex é considerado um dos integrantes que participaram da emboscada. Segundo a Polícia Civil, José Ricardo já se encontrava detido em penitenciária no momento do cumprimento do mandado. Daniel apresentou-se às autoridades e foi encaminhado a uma unidade prisional militar.

As forças de segurança continuam as buscas por Alex de Oliveira Matos, que está foragido. No dia 29 de janeiro, a 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro acolheu denúncia do Ministério Público, tornando Adilson Oliveira Coutinho Filho e os demais suspeitos réus pelo homicídio de Fabrício.

As investigações também apontam que o assassinato pode estar relacionado a outro crime ocorrido dois dias depois. Fábio de Alamar Leite, que era sócio de Fabrício em uma empresa de transporte de gelo, foi morto ao sair do Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio, enquanto participava do sepultamento da vítima anterior.

Há indícios de que ambos tinham ligações com o comércio ilegal de cigarros, o que possivelmente motivou os homicídios. As autoridades também estudam a conexão dos suspeitos com outras execuções relacionadas à disputa pelo domínio do mercado clandestino.

A Justiça já havia decretado a prisão preventiva de Adilsinho ao longo do procedimento investigativo. Ele também responde por outros processos envolvendo crimes associados ao tráfico ilegal de cigarros e contravenções.

As equipes continuam as diligências para identificar novos envolvidos e esclarecer a atuação do grupo na cadeia de crimes relacionados ao comércio clandestino de cigarros na cidade.

Contatadas, as defesas de Adilsinho não retornaram as tentativas de contato, enquanto os advogados dos demais investigados ainda não foram localizados pelas autoridades.