11/02/2026 21:53:56

Acidente
06/02/2026 02:00:00

Operação policial desmantela rede de execuções e contrabando de cigarros no Rio de Janeiro

Ação visa prender suspeitos ligados a homicídios vinculados ao comércio ilegal na capital fluminense

Operação policial desmantela rede de execuções e contrabando de cigarros no Rio de Janeiro

Na quinta-feira (05), agentes da Polícia Civil desencadeiam uma operação no Rio de Janeiro para desarticular uma organização envolvida em homicídios relacionados à disputa pelo mercado ilícito de cigarros na cidade. Entre os indivíduos alvos, encontra-se o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, considerado o mandante de um dos assassinatos investigados. A ação foi liderada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que buscava cumprir quatro mandados de prisão relacionados ao homicídio de Fabrício Alves Martins de Oliveira, vítima ocorrida em outubro de 2022. As apurações indicam que o crime aconteceu em um posto de combustíveis localizado na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o inquérito, Fabrício foi surpreendido por indivíduos encapuzados e armados com rifles e outras armas de calibre pesado. A Polícia Civil aponta que o assassinato estaria conectado às disputas pela comercialização clandestina de cigarros, uma das principais fontes de renda das organizações criminosas que atuam na região. Além de Adilsinho, outros suspeitos envolvidos na operação incluem José Ricardo Gomes Simões, Daniel Figueiredo Maia e Alex de Oliveira Matos. As investigações revelam que José Ricardo teria desempenhado papel na mediação e planejamento do homicídio, enquanto Daniel forneceu informações sobre a rotina da vítima. Já Alex é considerado um dos responsáveis pela armadilha. Segundo informações da Polícia Civil, José Ricardo já se encontrava preso no sistema penitenciário no momento do cumprimento do mandado. Daniel se apresentou às autoridades e foi encaminhado para uma unidade prisional militar, enquanto as equipes continuam as buscas por Alex de Oliveira Matos, que está foragido. No dia 29 de janeiro, o juiz da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público, tornando Adilson Coutinho e os demais investigados réus pelo homicídio de Fabrício. As investigações também sugerem uma possível ligação entre esse assassinato e outro ocorrido dois dias depois. Fábio de Alamar Leite, que teria sido sócio de Fabrício em uma empresa de transporte de gelo, foi morto ao sair do Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio, onde participava do sepultamento do amigo. A polícia acredita que tanto Fabrício quanto Fábio possuíam vínculos com o comércio ilegal de cigarros, o que teria motivado as mortes. Investigações continuam para descobrir se há conexão com outros crimes relacionados à luta pelo controle do mercado clandestino. Desde o início do inquérito, a Justiça já havia decretado a prisão preventiva de Adilsinho, que também responde por outros processos ligados ao comércio ilegal de cigarros e atividades de grupos criminosos. As forças de segurança permanecem em diligências na tentativa de identificar possíveis colaboradores na cadeia de produção ilegal de cigarros na cidade. O portal iG entrou em contato com a defesa de Adilsinho, mas não obteve resposta até o momento. Não há informações disponíveis sobre os advogados dos demais investigados.