O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou neste domingo (1º) sua esperança de que um entendimento seja alcançado com Cuba, apesar da crescente pressão financeira e política exercida por Washington contra o governo comunista na ilha.
Em declarações, Trump ressaltou sua crença de que uma resolução será possível, destacando que Cuba enfrenta uma situação delicada e que o país passa por uma crise humanitária. Ele afirmou: "Acredito que um acordo com Cuba será concretizado.
O país está em uma condição difícil." Na semana passada, o líder norte-americano anunciou a implementação de tarifas adicionais contra nações que fornecem petróleo para Havana, intensificando as tensões entre os dois países após a operação dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro, líder venezuelano aliado de Cuba, no início de janeiro.
Desde 2025, a Venezuela fornecia aproximadamente um terço do petróleo necessário à ilha caribenha, mas esse abastecimento sofreu uma redução considerável devido às sanções americanas. Impulsionado pela captura do próprio Maduro por forças armadas americanas no começo do mês, Trump tem reiteradamente ameaçado tomar medidas contra Cuba, além de pressionar a liderança local.
Nesta semana, o chefe de Estado afirmou que "Cuba vai fracassar muito em breve" e que, atualmente, a Venezuela, que foi o principal fornecedor de petróleo à Cuba, não envia combustíveis ou recursos financeiros à ilha. Durante seu mandato, Trump adotou a política de aplicar tarifas como uma ferramenta de abordagem internacional, buscando influenciar governos considerados adversários.
Por sua vez, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou as ações dos Estados Unidos, alegando que Washington não possui autoridade moral para definir um acordo com Cuba, especialmente após as declarações de Trump sugerindo que a ilha comunista deveria negociar um entendimento com os EUA.