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Guerra
01/02/2026 14:00:00

Conflito Aéreo em Gaza Resulta na Morte de 32 Civis Durante Período de Trégua

Operações militares israelenses atingem residências, acampamentos e delegacias, enquanto o Hamas denuncia violações do acordo de paz

Conflito Aéreo em Gaza Resulta na Morte de 32 Civis Durante Período de Trégua

Durante a tarde deste sábado (31/01), uma ofensiva aérea de Israel causou a perda de 32 vidas na Faixa de Gaza, incluindo três crianças, de acordo com fontes palestinas. Este ataque se configura como um dos mais severos desde a implementação do cessar-fogo com o grupo Hamas. Conforme informações do Exército de Israel, a ofensiva foi direcionada a posições estratégicas do Hamas, como depósitos de armamentos, centros de comando e instalações de fabricação.

Aviões militares atacaram uma delegacia e residências próximas na região de Gaza, além de um acampamento de deslocados palestinos na cidade de Khan Younis.

Imagens do incidente revelam uma residência destruída em um prédio de múltiplos andares, com destroços espalhados pela via pública. Samer al-Atbash relatou que os corpos de suas três sobrinhas pequenas foram encontrados na rua, questionando a narrativa de um suposto cessar-fogo ao afirmar: "Eles falam em paz, e o que nossas crianças fizeram para merecer isso?

O que fizemos de errado?" Israel sustenta que a operação foi uma resposta a uma violação do acordo, ocorrida no dia anterior, quando soldados israelenses enfrentaram oito homens armados saindo de um túnel em Rafah, no sul de Gaza, sob controle das forças israelenses.

Nesse confronto, três combatentes foram mortos e outro capturado, enquanto dezenas de militantes permanecem detidos em túneis desde o início do cessar-fogo. O Hamas acusa Israel de descumprir o armistício, sem confirmar se algum de seus membros ou infraestrutura foi atingido nos ataques do sábado.

O conflito começou após um ataque de militantes do Hamas ao sul de Israel, em 7 de outubro de 2023. Desde então, o cessar-fogo tem sido marcado por trocas de tiros que resultaram na morte de mais de 500 civis, segundo autoridades de saúde de Gaza, além da morte de quatro soldados israelenses, de acordo com fontes de Israel.

Ambos os lados se acusam de violações, enquanto Washington busca avançar nas negociações, incluindo o desarmamento do Hamas, retirada das tropas israelenses e o envio de uma força internacional para manter a paz.

O grupo palestino planeja integrar seus 10 mil policiais à nova estrutura de governo de Gaza, apoiada pelos EUA, uma proposta que enfrenta resistência de Israel. Nesse domingo, Israel deve reabrir a passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, como etapa para encerrar oficialmente o conflito.

O Egito manifestou condenação aos ataques e pediu que todas as partes exerçam máxima contenção antes da reabertura do ponto de entrada, enquanto o Catar criticou as repetidas violações por parte de Israel ao cessar-fogo. Em uma mudança de postura, fontes da mídia israelense indicaram que o governo aceitou oficialmente a contagem do Ministério da Saúde de Gaza, que estima que cerca de 71 mil civis tenham morrido desde o início do conflito, em outubro de 2023.

O cálculo não distingue entre civis e combatentes, nem inclui vítimas sob os escombros ou mortes indiretas causadas por doenças ou fome. Israel sempre contestou esses números, alegando manipulação pelo Hamas, embora organizações internacionais, como a ONU, considerem esses dados confiáveis.

Relatórios do site Ynet e do jornal Haaretz revelaram que, durante uma sessão informativa, um oficial israelense admitiu que aproximadamente 70 mil pessoas em Gaza podem ter morrido na guerra, sem contabilizar desaparecidos.

O militar afirmou que há esforços em andamento para distinguir entre terroristas e civis, com o governo prometendo análise detalhada. Por outro lado, o Exército de Israel não confirmou oficialmente esses números e, por meio do porta-voz Nadav Shoshani, declarou no X que os dados ainda não são oficiais, prometendo divulgar informações precisas através de canais autorizados.