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Acidente
27/01/2026 19:00:00

UE decide banir importações de gás russo até 2027 em esforço de autonomia energética

Medida foi aprovada por maioria qualificada, apesar da resistência de alguns países membros

UE decide banir importações de gás russo até 2027 em esforço de autonomia energética

Em uma votação realizada nesta segunda-feira (26/01), os 27 países que compõem a União Europeia aprovaram uma legislação que proíbe a entrada de gás natural russo no bloco até o ano de 2027.

A decisão, que recebeu apoio suficiente para se tornar lei, reforça o compromisso da UE de reduzir sua dependência energética daquele país. Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, o consumo de gás russo diminuiu de aproximadamente 40% para cerca de 13% do total utilizado pela União Europeia, conforme dados oficiais.

A nova regulamentação estabelece que as importações de gás liquefeito (GNL) vindo da Rússia terão fim até o final de 2026, enquanto as de gás via gasoduto serão suspensas até 30 de setembro de 2027.

Caso algum Estado-membro enfrente dificuldades para atingir níveis adequados de armazenamento de gás de fontes alternativas antes do começo do inverno, a data limite poderá ser prorrogada até 1º de novembro de 2027.

Segundo o site oficial do Conselho da UE, os países terão até 1º de março para elaborar estratégias nacionais de diversificação do suprimento e identificar possíveis obstáculos na substituição do gás russo.

A legislação prevê ainda que, na eventualidade de uma ameaça grave à segurança do fornecimento em alguma nação do bloco, a proibição poderá ser suspensa por um período máximo de quatro semanas.

A implementação dessa medida foi possível graças a uma alteração na regra de votação, que normalmente exige unanimidade, mas nesta ocasião foi aprovada por maioria qualificada. Assim, foi necessário que ao menos 20 países, representando 65% da população da UE, aprovassem a proposta.

Essa estratégia permitiu que a posição fosse validada mesmo com a resistência de Hungria e Eslováquia, países que continuam altamente dependentes do gás russo e mantêm boas relações com Moscou.

A Hungria, liderada pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, anunciou que recorrerá ao Tribunal de Justiça da União Europeia para contestar a decisão. Antes do conflito armado na Ucrânia, a Rússia fornecia mais de 40% do gás consumido na Europa; atualmente, essa participação caiu para aproximadamente 13%, conforme dados internos da própria União.

Embora a medida não exija unanimidade, ela representa um avanço significativo na estratégia da UE de autonomia energética, mesmo diante do desafio representado por alguns membros que resistem à mudança devido à forte dependência de energia russa.