Recentemente, as autoridades identificaram os indivíduos sob investigação por envolvimento na morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, Distrito Federal.
Os suspeitos, todos na faixa etária de 22 a 28 anos, estão sendo considerados autores de homicídio qualificado por dolo eventual. Leonardo Ribbeiro, correspondente da CNN Brasil em Brasília, trouxe detalhes na tarde de 26 de janeiro de 2026, às 20h54, atualizando a matéria na mesma hora.
Os nomes dos profissionais envolvidos são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Marcos Vinícius, técnico de enfermagem com pelo menos cinco anos de experiência na área, é acusado de administrar doses fatais de medicamentos aos pacientes internados na UTI, com a intenção de provocá-los a óbito.
Segundo as investigações, ele tentou matar uma vítima na ocasião, e, não obtendo sucesso, chegou a injetar desinfetante na veia de uma das vítimas. As duas outras profissionais, Marcela e Amanda, estão sendo investigadas por negligência e possível participação nos crimes.
A polícia apura que Amanda, apesar de atuar em um setor diferente do hospital, tinha uma amizade de longa data com Marcos. Por sua vez, Marcela, que era recém-chegada à instituição, recebia orientações de Marcos quanto às atividades realizadas no setor. Em uma nota oficial, o Hospital Anchieta comunicou que, ao detectar irregularidades relacionadas a três óbitos na UTI, instaurou uma investigação interna.
Conclusões desse procedimento culminaram na abertura de um inquérito policial para apurar os fatos. Após a conclusão das investigações, os três técnicos de enfermagem foram dispensados de suas funções.
As famílias das vítimas receberam esclarecimentos detalhados e de forma sensível. A Polícia Civil revelou que, em um dos casos, um técnico de 24 anos utilizou a conta de um médico para acessar o sistema hospitalar e prescrever um medicamento incorreto. Sem o conhecimento da equipe médica, ele retirou a substância da farmácia e aplicou nas vítimas em duas datas distintas: 17 de novembro do ano passado e 1º de dezembro.
Para tentar disfarçar suas ações, o técnico também realizava massagens cardíacas simulando tentativas de reanimação. Além disso, investigações indicam que o mesmo técnico injetou desinfetante em uma paciente de 75 anos usando uma seringa. Relatórios apontam que o produto foi administrado pelo menos dez vezes no mesmo dia, após a paciente sofrer múltiplas paradas cardíacas.
A polícia esclarece que Marcos Vinícius foi o responsável pelas aplicações letais, enquanto Amanda e Marcela, de 22 e 28 anos, teriam colaborado em dois dos episódios. Inicialmente, todos negaram envolvimento, mas, após análise de imagens de câmeras de segurança, acabaram confessando sua participação. Até o momento, não há evidências de que os crimes tenham sido encomendados por familiares das vítimas ou por terceiros.
A investigação policial continua aberta à possibilidade de outras ocorrências de natureza semelhante, buscando esclarecer completamente o caso.