A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) está conduzindo uma apuração detalhada sobre um indivíduo envolvido em uma série de ataques dentro do transporte público de Maceió. De acordo com o delegado Thiago Prado, o suspeito, identificado como José Paulo Moraes, conhecido pelos apelidos 'João Bala' e 'Pato Rouco', teria causado prejuízo a mais de vinte passageiros, que já registraram ocorrências na delegacia.
Segundo informações da investigação, Moraes adotava um padrão de atuação específico: ele abordava os passageiros em ônibus, selecionando aqueles com menor porte físico, e usava ameaças para obrigá-los a realizar transferências através do sistema Pix. Após a vítima realizar o pagamento, o criminoso roubava o celular, configurando uma dupla infração: extorsão e furto.
O delegado revelou que o suspeito alegava estar armado e que contava com a ajuda de cúmplices do lado de fora do veículo, também armados, prontos para matar qualquer vítima que tentasse resistir. Ele obrigava as pessoas a tirar seus celulares e fazerem a transferência para uma conta fornecida pelo criminoso, que depois roubava os aparelhos, levando os crimes ao âmbito da extorsão e do roubo.
Para facilitar o recebimento dos valores ilícitos, o suspeito utilizava contas bancárias de terceiros, convencendo trabalhadores e comerciantes do centro da cidade de que suas próprias contas estavam bloqueadas, e que precisariam receber os valores em espécie. Essas pessoas, muitas vezes, eram induzidas a transferir dinheiro sem saber a origem, o que gera alerta da Polícia Civil sobre possíveis implicações legais para quem aceitar tais pedidos.
A maioria das vítimas eram estudantes, que, ao voltarem para casa, eram surpreendidos pelo suspeito dentro dos ônibus. Relatos indicam que ele costumava se sentar no assento do corredor, dificultando que os passageiros conseguissem reagir ou fugir, deixando-os encurralados durante os ataques.
Os registros de boletins de ocorrência relacionados ao caso foram feitos principalmente nos bairros Farol, Poço, Centro e Serraria. O suspeito chegou a ser preso em setembro de 2025, mas foi liberado dias depois. Após a divulgação do caso na mídia, diversas vítimas reconheceram Moraes como o responsável pelos crimes, aumentando o número de denúncias contra ele.
Diante dessa situação, a polícia solicitou a prisão preventiva do suspeito, que atualmente está foragido. A instituição solicita a colaboração da população para localizá-lo, reforçando que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.