A líder provisória do governo venezuelano, Delcy Rodríguez, anunciou que o país libertou um total de 406 indivíduos presos por delitos ligados à Constituição e a atos de intolerância. Segundo ela, essa ação faz parte de uma iniciativa que começou em dezembro passado, com o propósito de criar um ambiente de maior convivência e tolerância, marcando uma nova fase na política nacional.
De acordo com a autoridade, o programa de libertações teve início ainda durante o mandato de Nicolás Maduro, com a libertação de 194 pessoas, como um sinal de abertura política. Ela destacou que o processo de soltura permanece em andamento e que novas liberações podem ser realizadas nas próximas semanas, dependendo do progresso do plano governamental.
Delcy também esclareceu que a medida não abrange indivíduos condenados por crimes graves como homicídio ou tráfico de drogas, que estão fora do escopo do programa oficial de libertação.
Apesar do anúncio, elementos de oposição questionam os números divulgados e exigem a publicação de uma lista detalhada com os nomes dos libertados. A ONG Foro Penal, responsável pelo monitoramento de detentos no país, revelou que contabilizou 116 pessoas libertadas até o momento, enquanto mantém um registro geral de 804 presos políticos no total.
A notícia reacende o debate acerca da situação dos presos por razões políticas na Venezuela e aumenta a pressão por transparência, com pedidos para que o governo divulgue critérios, nomes e condições das libertações recentes.