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Mundo
19/01/2026 04:00:00

Número de vítimas fatais nos protestos no Irã ultrapassa 5 mil, revela fonte oficial

Estimativa incorpora aproximadamente 500 membros das forças de segurança, confirma representante iraniano

Número de vítimas fatais nos protestos no Irã ultrapassa 5 mil, revela fonte oficial

De acordo com uma autoridade iraniana, pelo menos 5 mil indivíduos perderam suas vidas durante manifestações de rua intensamente reprimidas pelo governo do país. A cifra inclui cerca de 500 agentes das forças de segurança, informou um oficial do Irã à agência Reuters.

Este responsável, que solicitou anonimato, atribuiu a responsabilidade pelos óbitos a 'terroristas e manifestantes armados', alegando que esses grupos são os principais responsáveis pelos mortos entre civis iranianos durante os protestos iniciados no final de 2025.

A mobilização social teve início devido à crise econômica que afeta o país e posteriormente evoluiu para ataques ao regime dos aiatolás, vigente desde 1979. O governo iraniano tem reagido às manifestações com ações de força, incluindo o bloqueio total do acesso à internet.

Ainda segundo o oficial, os confrontos mais intensos e com maior número de vítimas ocorreram em regiões controladas por separatistas curdos, localizadas no noroeste do território. Autoridades locais frequentemente acusam 'Israel e organizações armadas estrangeiras' de fomentarem a instabilidade no Irã.

No último sábado (17), o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu a elevada quantidade de mortos em protestos, mas também responsabilizou o presidente dos EUA, Donald Trump, por incitar a violência e por causar danos ao patrimônio nacional. O líder iraniano declarou que, durante os episódios de manifestação, Trump fez declarações pessoais apoiando os manifestantes, incentivando a continuidade dos atos e afirmando:

'Nós os apoiamos, nós os apoiamos militarmente'. A organização de direitos humanos Hrana, sediada nos Estados Unidos, informou neste sábado que o número de mortos atingiu 3.308, enquanto outras 4.382 mortes estão sob análise.

O grupo também confirmou mais de 24 mil detenções relacionadas aos protestos.