Na última quinta-feira (15/1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto de perdão que isenta Wanda Vazquez Garced, ex-governadora de Porto Rico, de acusações relacionadas a delitos de corrupção.
A decisão foi divulgada pelo Departamento de Justiça e inclui o nome da política na lista de indivíduos beneficiados pelo indulto presidencial. Wanda Vazquez, que ocupou o cargo de governadora em 2017 após a renúncia do então líder Ricardo Rosselló, declarou-se culpada por crimes de corrupção em 2025.
A ex-líder porto-riquenha foi a segunda mulher a governar a ilha e buscou disputar novas eleições em 2020, mas não conseguiu avançar nas primárias de sua agremiação. Além de Vazquez, o presidente também concedeu perdões a dois outros indivíduos ligados ao caso: o banqueiro Julio Herrera Velutti e o ex-agente do FBI Mark Rossini. Ambos são acusados de terem oferecido subornos à então governadora durante sua gestão na ilha caribenha.
A rede CBS reporta que o governo Trump acredita que a perseguição judicial à ex-governadora possa ter sido motivada por razões políticas, uma vez que o inquérito foi iniciado logo após a confirmação do apoio de Vazquez às campanhas do então candidato Donald Trump em 2016 e 2020.
Porto Rico funciona como um território de regime livre associado aos Estados Unidos, não sendo um estado oficial. Os residentes da ilha possuem cidadania norte-americana, mas não têm direito a votar nas eleições presidenciais, salvo se residirem em um dos cinquenta estados do país.
A controvérsia envolvendo o indulto acende debates sobre a legalidade e as motivações políticas que cercam essas decisões, levantando questionamentos sobre os limites do poder presidencial na concessão de perdões.