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Trabalho
18/01/2026 09:00:00

Desigualdades no Mercado de Trabalho em Alagoas: Jovens Dominam Novas Vagas enquanto Idosos sofrem exclusão

Dados do Ministério do Trabalho revelam que 94% das novas oportunidades são destinadas a jovens de 17 a 24 anos; pessoas acima de 50 anos enfrentam corte de postos

Desigualdades no Mercado de Trabalho em Alagoas: Jovens Dominam Novas Vagas enquanto Idosos sofrem exclusão

Segundo o mais recente levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, o estado de Alagoas registrou a abertura de 19.614 empregos formais até novembro do ano passado.

Destes, expressivos 74,2%, ou seja, 14.571 vagas, foram ocupados por jovens na faixa de 17 a 24 anos. Paralelamente, a mesma análise indica que o mercado local também testemunhou o encerramento de postos de trabalho para profissionais com mais de 50 anos de idade.

Foram eliminadas 365 oportunidades na faixa de 50 a 64 anos, além de outras 409 vagas para trabalhadores acima desta idade. O setor agrícola, que tradicionalmente exige força física, liderou as demissões entre os profissionais idosos, com o fechamento de 394 empregos na categoria de 50 a 64 anos.

Contudo, o comércio local conseguiu criar 225 novas posições para essa mesma faixa etária, conforme dados do Ministério do Trabalho. A diferença entre contratações e desligamentos determina o saldo de empregos com carteira assinada no estado. No período avaliado, houve 14.974 admissões contra 15.339 demissões, levando a setores específicos a apresentar saldos negativos — como a agropecuária — enquanto outros, como o comércio, exibiram saldo positivo.

No universo dos jovens trabalhadores, o governo federal aponta que de um total de 13.189 postos ocupados por indivíduos entre 18 e 24 anos, cerca de 4,6 mil vieram do setor de serviços. Outros segmentos que também participaram da geração de emprego foram administração, com 3,3 mil vagas, e indústria, que criou 2,6 mil oportunidades. A maior parte desses jovens — aproximadamente 11,2 mil — possui ensino médio completo.

Apenas 486 completaram o ensino superior, enquanto 606 estão com o ensino superior incompleto. Ainda há 410 com ensino médio incompleto, 231 com ensino fundamental completo e 349 com o fundamental incompleto.

De janeiro a novembro, o saldo geral de empregos formais em Alagoas foi positivo, totalizando 19.614 novas vagas, o que representa um aumento de 4,21% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Os setores de serviços lideraram a geração de empregos, respondendo por 12.240 novas posições. Logo após, aparecem o comércio, com 3.432 vagas, construção civil, com 3.108, além de indústria, com 476, e agricultura, com 356 oportunidades. No mês de novembro, o estado criou 3.046 empregos formais, marcando um crescimento de 0,63% em relação a outubro, com base na diferença entre 16.004 admissões e 12.958 desligamentos.

Essa foi a terceira maior expansão do país, ficando atrás apenas da Paraíba (+0,7%) e do Amazonas (+0,6%). Comparado ao mesmo mês do ano passado, quando foram geradas 1.765 vagas, Alagoas teve um crescimento expressivo de 72,5%. O setor de serviços foi o principal responsável pela alta de novembro, ao formalizar 1.708 novas oportunidades, representando 56% do total de vagas criadas no estado.

O comércio também destacou-se, com a criação de 1.091 novas vagas, seguido pela construção civil, com 406. Por outro lado, a indústria registrou uma redução, com o encerramento de 111 postos, enquanto a agricultura eliminou 48 oportunidades.