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Mundo
17/01/2026 08:00:00

Zelensky aponta divergências com Washington e exige garantias de segurança duradouras

Líder ucraniano reconhece diferenças com os Estados Unidos e reforça necessidade de apoio externo sólido

Zelensky aponta divergências com Washington e exige garantias de segurança duradouras

Durante uma coletiva de imprensa ao lado do presidente da República Tcheca, Petr Pavel, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confessou na sexta-feira (16/1) que existem divergências relevantes entre Kiev e Washington no que diz respeito aos rumos das negociações para encerrar o conflito com Moscou.

Ele afirmou que, em vários aspectos, Kiev e Washington não estão alinhados, reforçando a necessidade de garantias de segurança sólidas. Zelensky destacou que a Ucrânia mantém uma iniciativa diplomática mais ágil que a Rússia, mas deixou claro que não aceitará acordos que possam comprometer a segurança de seu país. "Acredito que somos mais rápidos que os russos. Trabalhamos de maneira eficaz com os Estados Unidos, porém, há pontos em que nossas posições divergem.

Estamos defendendo os interesses do nosso país. Ultimatos não funcionam", declarou. Um ponto de alta tensão refere-se ao futuro das Forças Armadas ucranianas. Zelensky reafirmou a importância de sustentar uma força de aproximadamente 800 mil soldados, número considerado fundamental para evitar um novo conflito após eventuais acordos. "Precisamos de recursos financeiros para manter esse exército.

Não se trata apenas de palavras, mas de verbas específicas, planejadas por um período determinado. A Ucrânia não dispõe desses fundos em seu orçamento", explicou. Segundo o presidente, caso o apoio externo não seja suficiente, o país enfrentará uma decisão difícil: investir na rápida reconstrução ou manter uma força militar robusta. Zelensky enfatizou que o fim do conflito é apenas o primeiro passo; após a paz, a reconstrução e a manutenção de um exército forte serão essenciais.

"Queremos muito encerrar a guerra, mas sua conclusão exige financiamento e garantias de segurança confiáveis", afirmou. O líder ucraniano também criticou a dependência excessiva de compromissos pessoais entre líderes mundiais.

Ele argumentou que as garantias de segurança devem ser permanentes e confiáveis, independentemente de quem esteja no comando em Washington ou Moscou. "Precisamos de certezas de que a guerra não recomeçará em um ou dois anos, ou após o término do mandato de qualquer presidente, inclusive Donald Trump.

Essas garantias devem repousar na vontade do povo ucraniano, não na influência de líderes globais", concluiu.