A partir de janeiro de 2024, o Brasil passou a aplicar tarifas de importação mais elevadas sobre veículos eletrificados, incluindo híbridos e elétricos, com o objetivo de estimular a produção doméstica desses automóveis.
A cobrança, que foi implementada de forma gradual, visa fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência de produtos importados. De acordo com informações divulgadas, os custos de aquisição desses veículos podem sofrer aumento significativo em 2026. No próximo mês de julho, a alíquota de imposto atingirá sua cota máxima de 35%, um limite que estava previsto desde 2024. Atualmente, as taxas permanecem como estabelecido no último ajuste realizado em julho de 2025.
Este movimento de elevação tributária tem sido interpretado como uma estratégia de proteção à indústria local, especialmente contra a entrada de veículos importados, com destaque para os modelos chineses, que chegaram ao Brasil com preços bastante competitivos. Algumas montadoras já começaram a montar seus veículos no país para reduzir os encargos fiscais. A BYD, por exemplo, já produz modelos como o Dolphin Mini, King e Song Pro na fábrica brasileira.
Para 2024, a companhia anunciou a montagem do modelo Song Plus na unidade localizada em Camaçari, na Bahia. Outro fabricante, a GWM, produz o SUV Haval H6 na planta de Iracemápolis, no interior de São Paulo, que anteriormente foi sede de uma fábrica da Mercedes-Benz. Além dessas, o Chevrolet Spark já possui produção nacional, com a fabricação confirmada na fábrica de Horizonte, no Ceará.
Até o momento, as tarifas reajustadas continuam em vigor, refletindo as mudanças implementadas no final de julho de 2025. A medida de aumento de tributos busca conter o avanço dos veículos importados, sobretudo os vindos da China, que oferecem preços mais agressivos no mercado brasileiro.