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16/01/2026 16:00:00

Escassez de dispositivos de administração de insulina afeta unidades de saúde na zona Sul e Leste de São Paulo

Usuários relatam dificuldade na obtenção do equipamento essencial para o controle do diabetes; Prefeitura atribui responsabilidade ao Ministério da Saúde pela entrega

Escassez de dispositivos de administração de insulina afeta unidades de saúde na zona Sul e Leste de São Paulo

A escassez de canetas de insulina reutilizáveis tem causado transtornos em diversos centros de saúde localizados nas regiões Sul e Leste de São Paulo. Esses dispositivos são vitais para pacientes que realizam o tratamento de diabetes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar de o estoque de insulina estar regular, a falta das canetas de aplicação prejudica a rotina de muitos usuários. Um ouvinte da Rádio Bandeirantes, portador de diabetes tipo 1, relatou ter visitado quatro unidades de saúde diferentes na tentativa de obter o equipamento, sem sucesso.

Para evitar interromper o tratamento, as unidades da capital estão disponibilizando seringas convencionais aos pacientes que não encontram as canetas. Além do desabastecimento, há reclamações quanto à qualidade das canetas fornecidas. Usuários informam que o material é frágil e se quebra com facilidade.

Quando questionada sobre a questão, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo declarou que "considerações técnicas relacionadas ao problema são formalmente registradas e enviadas para investigação".

Em relação à ausência de estoque, a administração municipal enviou uma nota oficial à reportagem, esclarecendo que a distribuição das canetas reutilizáveis é de responsabilidade do Ministério da Saúde.

A Prefeitura afirmou que novas remessas estão agendadas, porém não indicou uma data específica para a normalização do fornecimento. A utilização da caneta reutilizável é considerada crucial para garantir precisão e praticidade na administração diária de insulina. A substituição temporária por seringas, apesar de evitar a interrupção do tratamento, altera a rotina de cuidado dos pacientes que dependem exclusivamente do sistema público.

A Prefeitura limitou-se a informar que aguarda o repasse de recursos federais e que "novas entregas estão previstas para os próximos dias", alertando especialmente os moradores das regiões periféricas dos bairros Sul e Leste, que enfrentam maiores dificuldades na obtenção do equipamento.