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Economia
16/01/2026 12:00:00

Mercado Financeiro Alcança Novos Recordes com Otimismo Internacional e Redução de Juros

Investidores reagem positivamente a sinais de estabilidade econômica e a diminuição das tensões externas

Mercado Financeiro Alcança Novos Recordes com Otimismo Internacional e Redução de Juros

Agência Brasil

Na sessão desta quinta-feira (15), o mercado de ações fechou em alta, atingindo patamares históricos e se aproximando dos 166 mil pontos, enquanto o dólar apresentou a sua primeira retração após três dias consecutivos de valorização, caindo abaixo de R$ 5,40.

O índice Ibovespa, principal referência da B3, encerrou o dia em 165.568 pontos, registrando uma elevação de 0,26%. Apesar de ter alcançado uma alta de 0,56% às 15h10, o indicador perdeu força próximo ao encerramento, com investidores realizando lucros ao vender ações.

Este foi o segundo dia consecutivo de recordes para o Ibovespa. O avanço não foi maior devido à queda nas ações da Petrobras, que representam grande peso na carteira de negociação. Os papéis da estatal recuaram após uma redução de 4% no preço do petróleo no mercado internacional, sendo as ações ordinárias da Petrobras que caíram 1,02% e as preferenciais, 0,63%.

No mercado de câmbio, o dia foi marcado por uma correção. Após superar a marca de R$ 5,40, o dólar comercial fechou a sessão cotado a R$ 5,368, uma baixa de R$ 0,034, ou 0,62%.

A cotação chegou a operar acima de R$ 5,40 na manhã, mas recuou na parte da tarde, impulsionada por um aumento na entrada de recursos estrangeiros no país. A liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, iniciada na manhã, teve impacto limitado na dinâmica das negociações.

A principal razão para a queda do dólar foi o alívio no cenário externo, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não pretende demitir Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, e de que "o massacre no Irã cessou", reduzindo a possibilidade de uma intervenção militar estadunidense. Apesar da notícia relacionada ao Irã ter provocado uma queda no preço do petróleo, o mercado brasileiro foi beneficiado pela expectativa de redução das taxas de juros pelo Banco Central.

A divulgação de que a economia do país cresceu 1% em novembro, apesar de desacelerada, aumentou as chances de uma redução na taxa Selic, que influencia os juros básicos da economia.

Juros mais baixos tendem a estimular a migração de investimentos de renda fixa para o mercado de ações, fortalecendo o desempenho das bolsas.