A fase de complementação de inscrições adiadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre de 2026 teve início nesta quarta-feira, 14 de janeiro. Este procedimento está disponível até o dia 16 de janeiro, acessível pelos estudantes que tiveram suas inscrições postergadas nos processos seletivos referentes ao primeiro ou ao segunda semestre de 2025.
O Ministério da Educação (MEC) anunciou o cronograma e as orientações para a realização da complementação por meio do Edital nº 1/2026. As informações completas do edital podem ser consultadas no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na seção de legislação do Fies.
Para realizar a atualização, os candidatos devem cumprir com os requisitos, prazos e procedimentos previstos no edital, incluindo a documentação necessária para a solicitação do financiamento. Após completar a inscrição, o estudante deve submeter as suas informações à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior.
Essa validação pode ser feita presencialmente ou online, por meio da entrega física ou digital da documentação exigida, e deve ocorrer até cinco dias úteis após a complementação. Em até dez dias após a validação pela CPSA, os estudantes também precisarão confirmar seus dados junto a um agente financeiro, que pode ocorrer de forma digital ou presencial, dependendo da disponibilidade do banco. Estudantes pré-selecionados para o Fies Social estão isentos de apresentar comprovação de renda familiar na CPSA, contudo, precisam comparecer à comissão para validação de demais informações, no mesmo período estipulado para os demais candidatos.
O programa Fies Social reserva 50% das vagas para candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, inscritos no Cadastro Único (Cadúnico) em situação de ativo. Nessa modalidade, é possível solicitar financiamento integral para cobrir até 100% dos custos acadêmicos.
De acordo com a Resolução nº 58/2024, o Fies Social busca fortalecer seu papel social, atendendo estudantes de baixa renda e contribuindo para a inclusão educacional, oferecendo condições mais acessíveis para financiamentos estudantis. O Fundo de Financiamento Estudantil, instituído pela Lei nº 10.260, de 2001, é uma iniciativa do MEC que visa financiar estudantes de cursos superiores privados que participam do programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Para participar, o estudante deve ter realizado o Enem a partir de 2010, com média mínima de 450 pontos e nota superior a zero na redação, além de comprovar renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa. Mais informações podem ser obtidas por meio da Assessoria de Comunicação Social do MEC, em colaboração com a Secretaria de Educação Superior (Sesu).