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Brasil
14/01/2026 20:00:00

Operações de Segurança Resultam na Diminuição de 98,77% do Garimpo Ilegal na Terra Yanomami

A presença do Estado fortalece o controle territorial, reduzindo significativamente as atividades ilegais na região

Operações de Segurança Resultam na Diminuição de 98,77% do Garimpo Ilegal na Terra Yanomami

Entre março de 2024 e janeiro de 2026, dados fornecidos pelo Centro de Gestão e Operações do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) revelam uma redução expressiva de 98,77% nas áreas de garimpo clandestino na Terra Yanomami.

Essa instituição, responsável pelo monitoramento ambiental e territorial da Amazônia por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência, aponta uma diminuição considerável na atividade ilegal ao longo do período.

Durante o auge da atividade em 2024, aproximadamente 4.570 hectares estavam ocupados por garimpo ilegal. Ao final de 2025, essa área caiu para apenas 56,13 hectares, refletindo uma forte intervenção na região.

Tal decréscimo teve consequências diretas na economia do garimpo clandestino, com prejuízos estimados em mais de R$ 642 milhões, impactando desde os pontos de extração até as rotas de transporte e comercialização do ouro. Essa queda na atividade ilegal impactou não só a estrutura econômica, mas também a segurança ambiental e social na área.

As ações de fiscalização, coordenadas pelo Governo Federal e realizadas em Roraima, envolvem diversas forças e órgãos de segurança e inteligência. Participam da operação a Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Polícia Judiciária da Força Nacional (PJFN), além do Exército e da Força Aérea Brasileiros.

As ações incluem inspeções em campo, operações de inteligência, controle do espaço aéreo e fluvial, além do bloqueio de rotas logísticas usadas pelos invasores.

Como resultado dessas operações, foram destruídas 45 aeronaves, 77 pistas clandestinas de pouso e 762 acampamentos ilegais. Também houve apreensão de combustíveis, motores, embarcações e outros materiais utilizados na atividade garimpeira.

Em 2025, o esforço foi intensificado na região do rio Uraricoera, uma via histórica de acesso para garimpeiros, com ações estratégicas que envolveram bloqueios fluviais, destruição de estruturas ilegais e presença contínua das forças de segurança, o que reduziu a circulação de invasores.

Nos anos de 2024 e 2025, foram confiscados 249 quilos de ouro na região de Roraima, sendo aproximadamente 213 quilos apenas em 2025, enfraquecendo assim a cadeia logística do garimpo ilegal, desde a extração até o transporte para o mercado.

Além disso, foram apreendidos 232 quilos de mercúrio, elemento central na atividade clandestina, que também causa sérios danos ambientais ao contaminar rios e solos. Essas apreensões fazem parte do esforço contínuo de controle da cadeia de suprimentos do garimpo ilegal, desde o início das operações do Governo Federal.

Essa redução na presença dos invasores também impactou positivamente as comunidades locais, melhorando a segurança e permitindo a retomada de atividades tradicionais, como a pesca e a coleta de recursos naturais.

Com menos garimpeiros, houve diminuição de conflitos e um avanço na preservação do meio ambiente e na proteção das equipes de saúde, agentes ambientais e outros profissionais que atuam na região.

Ao atingir a marca de 9 mil operações de fiscalização em 2026, a estratégia de combate ao garimpo ilegal passa a ter uma abordagem contínua, focada na prevenção de novas tentativas de invasão, no monitoramento permanente e na implementação de melhorias ambientais e sociais de forma contínua.