Na manhã desta quarta-feira (14), a Polícia Federal deu início à segunda etapa da operação denominada Compliance Zero, concentrada na execução de 42 mandados de busca e apreensão por diversas regiões do país, incluindo São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Essas ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal e também envolvem medidas de sequestro e bloqueios de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. As ações visam desmantelar um esquema ilícito relacionado à prática de crimes como formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituições financeiras, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Durante as diligências, agentes federais localizaram uma arma de fogo, valores em espécie — cujo montante não foi divulgado — além de veículos de luxo e relógios de alto padrão. As operações também resultaram na apreensão de diversos itens de valor, incluindo dinheiro vivo e bens de alta procedência, reforçando as suspeitas de atividades ilegais. A Polícia Federal confirmou ao Portal iG que o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, está no centro das investigações, embora sua defesa ainda não tenha se manifestado. Além disso, durante o cumprimento dos mandados, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, foi detido ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Zettel, contudo, foi liberado posteriormente, após não ser localizado em sua residência e ter seu celular apreendido.
Daniel Vorcaro foi preso em novembro de 2025 na primeira fase da operação, quando tentava deixar o país pelo Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na ocasião, ele estava sendo investigado por emissão de títulos falsificados destinados ao Banco de Brasília (BRB) e por manipulação de ativos financeiros.
Após sua prisão, ele foi liberado no dia 28 daquele mês, passando a usar uma tornozeleira eletrônica e cumprindo medidas cautelares, como a proibição de contato com investigados e restrição de atuação no setor financeiro.
A ação policial reforça o combate aos crimes financeiros e à lavagem de capitais, com o objetivo de desarticular uma rede clandestina ligada às operações bancárias de Vorcaro. A resposta da defesa do empresário ainda não foi recebida pela reportagem, permanecendo o espaço aberto para manifestação.