Na terça-feira (13), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) deu início a um procedimento para avaliar as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A iniciativa foi motivada por ofícios enviados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), após Bolsonaro sofrer uma queda e bater a cabeça na cela onde cumpre sua pena.
Os parlamentares solicitaram que o órgão realizasse uma inspeção presencial na prisão, verificasse a assistência médica prestada ao ex-mandatário e avaliasse a necessidade de medidas humanitárias, se necessárias.
Segundo a DPDF, o procedimento foi instaurado assim que as comunicações foram recebidas, e a instituição destacou que atua de forma técnica, imparcial e independente, sem emitir juízo de valor antecipado.
Em nota oficial, a defensoria afirmou que o procedimento encontra-se na fase inicial e que nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento. A entidade reforçou seu compromisso de seguir rigorosamente os trâmites legais e institucionais, garantindo a fiscalização e os direitos fundamentais de quem está sob custódia do Estado.
Além disso, a DPDF explicou que o procedimento visa averiguar os fatos noticiados, no exercício de suas atribuições constitucionais, e que qualquer informação adicional só será disponibilizada após a conclusão do processo ou em caso de decisão oficial.
A defensoria destacou ainda que sua atuação é pautada na técnica, imparcialidade e autonomia, sem pré-julgamentos sobre o caso, garantindo a legalidade de suas ações. A iniciativa ocorre após as notícias de que Bolsonaro teria sofrido uma queda na cela e recebido atenção médica, levando os parlamentares a solicitarem uma avaliação mais detalhada sobre o estado de saúde do ex-presidente durante sua detenção.