14/01/2026 20:22:37

Economia
14/01/2026 10:00:00

Ministério da Economia aponta possível recorde de fraude bancária com o caso do Banco Master

Autoridades reforçam a necessidade de apuração aprofundada com transparência devido à gravidade das suspeitas e riscos ao sistema financeiro nacional

Ministério da Economia aponta possível recorde de fraude bancária com o caso do Banco Master

Durante a terça-feira (13), o secretário da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que a situação envolvendo o Banco Master pode representar a maior fraude financeira já registrada no Brasil até hoje.

Ele afirmou que o governo acompanha de perto as ações do Banco Central (BC) e mantém diálogo constante com a autarquia monetária desde o momento em que a instituição bancária foi liquidada.

Ao ingressar no Ministério da Fazenda, Haddad comentou: "O incidente do Banco Master exige máxima cautela, pois estamos diante de uma possível maior fraude no sistema bancário do país. É essencial adotarmos todas as providências necessárias, seguindo procedimentos formais, garantindo o direito de defesa, enquanto fortalecemos a proteção ao interesse público".

O ministro também revelou que está em contato direto com Gabriel Galípolo, presidente do BC, e manifestou suporte público às ações tomadas pela autoridade monetária relacionadas ao caso. "Tenho total confiança na diligência e competência de Galípolo e sua equipe", assegurou Haddad em entrevista concedida a jornalistas na entrada do órgão em Brasília.

Ele destacou que uma condução adequada do processo deve envolver não apenas rigor técnico, mas também transparência, diante da gravidade das suspeitas e do possível impacto na estabilidade do sistema financeiro. Ainda no mesmo dia, Haddad informou que dialogou com Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), e que houve avanços na troca de informações entre os órgãos de controle e o BC.

Segundo o ministro, uma reunião ocorrida na segunda-feira (12), com a presença de Galípolo, Vital do Rêgo e Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU, indicou um entendimento comum acerca dos procedimentos adotados pelo BC na liquidação do Banco Master. "Parece haver consenso quanto à análise dos fatos e à importância de uma investigação aprofundada", afirmou.

Ao abordar os possíveis impactos do episódio, Haddad destacou a relevância do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege depósitos em situações de falência bancária. Ele ressaltou que o fundo é financiado por instituições públicas e privadas, incluindo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

"O FGC é constituído por recursos de todo o sistema financeiro, envolvendo bancos públicos e privados", enfatizou Haddad. Após a liquidação do Banco Master, o fundo deve garantir o ressarcimento de depósitos até R$ 250 mil por cliente, conforme regras vigentes.

O ministro reforçou que esse episódio evidencia a necessidade de mecanismos robustos de proteção ao sistema financeiro e aos consumidores. Segundo Haddad, uma investigação minuciosa será essencial para identificar responsáveis e evitar a repetição de casos semelhantes, promovendo maior segurança ao setor bancário do país."