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Acidente
12/01/2026 16:00:00

Carroceiros do Recife iniciam protesto devido à falta de respostas sobre novas regulamentações

Categoria exige ações concretas após reunião não respondida e manifesta insatisfação com a omissão do poder público

Carroceiros do Recife iniciam protesto devido à falta de respostas sobre novas regulamentações

Na manhã desta segunda-feira (12), dezenas de trabalhadores que utilizam carroças no Recife reuniram-se na Rua Aparecida de Minas, no bairro do Bongi, na Zona Oeste, para dar início a uma manifestação pacífica contra a legislação recente que restringe a circulação de veículos de tração animal na cidade.

O grupo seguiu até a sede da Defensoria Pública de Pernambuco, na Avenida Conde da Boa Vista, no centro do município, onde planeja formalizar uma denúncia acerca da ausência de respostas por parte do governo municipal e Legislativo às propostas apresentadas em uma reunião ocorrida em novembro do ano passado.

Segundo Eklesiartes da Silva, porta-voz dos carroceiros, a solicitação visa denunciar uma suposta exclusão social promovida pela administração municipal. “Vamos formalizar, nesta manifestação, uma denúncia contra a exclusão social que a Prefeitura do Recife está promovendo contra carroceiros, criadores de animais, artesãos e outros trabalhadores que dependem desse tipo de atividade”, declarou. Aos representantes da categoria também foi informado que eles pretendem visitar instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Pernambuco), a Câmara Municipal e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Eklesiartes destacou que o ato ocorre de forma pacífica e que não haverá bloqueios de vias nem queima de pneus, diferentemente de manifestações anteriores. Este é o quinto protesto organizado pela categoria em menos de um ano e o primeiro de 2026. Em sua última ação, ocorrida em 17 de novembro, representantes do grupo participaram de um encontro com vereadores do Recife, onde o vereador Rodrigo Coutinho, do Republicanos, propôs três medidas: a criação de um espaço de convivência para os cavalos recolhidos, além da substituição das bicicletas elétricas planejadas para os carroceiros prioritários por motocicletas de baixa cilindrada. Até o momento, a administração municipal afirma que os trabalhadores que atenderem aos critérios poderão receber uma indenização de R$ 1,2 mil pela entrega voluntária do cavalo e da carroça, além de oferecer bicicletas elétricas, que poderão ser financiadas em até 60 parcelas de R$ 100.

A imprensa entrou em contato com a prefeitura, que aguarda uma resposta oficial. Os carroceiros continuam reivindicando ações concretas e uma postura mais ativa do poder público para resolver as questões relacionadas à regulamentação de suas atividades, que atualmente enfrentam uma legislação restritiva sem respostas claras até o momento.