Na última sexta-feira, (9 de janeiro de 2026), as forças policiais de Alagoas desativaram quatro centros clandestinos dedicados à mineração de criptomoedas no município de Porto Real do Colégio.
A ação ocorreu após uma investigação conduzida pela Polícia Civil, que revelou atividades ilícitas envolvendo o furto de energia elétrica em larga escala e captação irregular de água do Rio São Francisco, resultando em prejuízos que ultrapassam R$ 750 mil.
A operação foi coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), com assistência da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). Durante as diligências, agentes apreenderam equipamentos de alta capacidade utilizados na mineração de criptomoedas, atividade que exige funcionamento contínuo das máquinas e alto consumo energético. As apurações indicam que as instalações operavam de forma clandestina, conectando-se irregularmente à rede de distribuição de energia elétrica.
O volume de energia desviado era suficiente para provocar interrupções no fornecimento na região, além de ocasionar danos a eletrodomésticos e prejuízos diretos à população local. Estima-se que o esquema ilícito consumia aproximadamente 200 mil kWh por mês, o equivalente ao consumo de cerca de mil residências.
O furto de energia resultava em perdas mensais de cerca de R$ 155 mil, totalizando mais de R$ 750 mil ao longo de cinco meses de atividades ilegais. Além desse delito, as investigações revelam o uso não autorizado de água do Rio São Francisco para resfriar os equipamentos, o que pode configurar crime ambiental.
As investigações também avaliam a possibilidade de outros ilícitos, incluindo sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. As autoridades continuam as apurações para identificar todos os responsáveis pelas operações clandestinas e responsabilizá-los criminalmente.