Durante uma atualização no portal digital 'Agência Tribuna Notícias', o veterano jornalista Antonio Aragão, de 74 anos, foi atraído por uma oferta de chips da companhia Starlink, que oferecia conexão 5G de ampla cobertura nacional, semelhante às operadoras convencionais. O anúncio incluía uma tabela com diferentes planos de dados — por exemplo, uma assinatura de 300 megabytes seria pelo valor bde R$ 70 mensais.
Ao demonstrar interesse na aquisição, Aragão foi orientado a aguardar uma confirmação posterior. Logo em seguida, dois outros vendedores, participando de um esquema organizado, solicitaram que ele aguardasse até que fosse sua vez de ser atendido.
Cerca de vinte minutos depois, um inmdividuo chamado Felipe Silva de Souza, uitilizando um telefone de prefixo 61, de Brasília, comunicou que a análise do pedido havia sido aprovada e que, antes de prosseguir, era necessário pagar uma taxa de adesão de R$ 19,90 para ativar o serviço.
Depois dessa conversa, o telefone do suposto comprador informou que o sistema passaria por uma atualização, o que levou mais de um quarto de hora. Assim que o serviço foi restabelecido, ocorreu a fase final do golpe: o aplicativo da Caixa Econômica Federal do cliente ficou indisponível.
Após algumas tentativas de solucionar o problema, ficou combinado que o suposto cliente se deslocaria até uma agência da Caixa no bairro Pajuçara, na qual solicitariam a retomada do sistema, enquanto Felipe, o golpista, acompanharia tudo de perto — ele já estava em paralelo desde as 10 horas.
Quando tudo estava pronto, Felipe enviou a senha de uma conta PIX para que os R$ 19,90 fosse transferido, encerrando a transação. Rapidamente, foi efetuada uma transferência que totalizava esse valor de taxa, além de R$ 3.500 que a vítima guardava para pagar aluguel, medicamentos diários e controlados (uma média de nove por dia), alimentação e o aluguel sua moradia. Essa quantia correspondia à segunda parcela de seu 13º salário.
Imediatamente, o atendente da Caixa alertou o Banco Central sobre o golpe, tentando bloquear a quantia transferida ilegalmente. Contudo, até o momento, a resposta não foi obtida, evidenciando a ineficiência do governo na proteção dos usuários contra fraudes bancárias, deixando os clientes vulneráveis às ações criminosas.
A vítima, que para se locomover depende de uma cadeira de rodas devido a uma condição de aterosclerose na aorta abdominal e suas ramificações que impede a circulação de sangue nas pernas.
O nome do responsável pela fraude é Felipe José de Souza, residente na região de Brasília, conforme apurado na investigação.
