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Acidente
11/01/2026 10:00:00

Potencial do Acordo Mercosul-União Europeia Para Expandir Comércio na Europa Central e Oriental

Confederação Nacional da Indústria destaca benefícios para relações econômicas com países como República Tcheca, Polônia e Romênia, atualmente com participação modesta no comércio brasileiro

Potencial do Acordo Mercosul-União Europeia Para Expandir Comércio na Europa Central e Oriental

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que a assinatura do tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode abrir portas para o fortalecimento dos vínculos comerciais do Brasil com nações do leste europeu, incluindo República Tcheca, Polônia e Romênia. Estes países representam atualmente uma parcela mínima do comércio exterior brasileiro, mas a parceria pode impulsionar setores industriais e tecnológicos com novas oportunidades de cooperação.

O acordo também contempla o reconhecimento mútuo de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros que possuem selo de origem, como cafés e queijos, além de ampliar a presença de marcas nacionais nos mercados europeus, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (9/1) pela CNI.

De acordo com dados, a União Europeia ocupa atualmente a segunda colocação entre os principais parceiros comerciais do Brasil, ficando atrás apenas da China. Em 2024, o bloco recebeu US$ 48,2 bilhões em exportações brasileiras, o que corresponde a 14,3% do total exportado pelo país. No mesmo período, as importações provenientes do bloco totalizaram US$ 47,2 bilhões, representando 17,9% de participação no total das compras do Brasil.

Ricardo Alban, presidente da CNI, ressalta que a percepção positiva do bloco europeu é crucial para avançar nas próximas etapas do tratado, que incluem assinatura, internalização, ratificação e implementação dos acordos firmados.

"A aprovação do pacto é um avanço estratégico importante, pois cria as condições necessárias para passarmos às fases seguintes. Desejamos concluir esse processo o quanto antes, transformando esse progresso institucional em oportunidades reais de comércio, atração de investimentos e aumento da competitividade nacional", afirma Alban.

A organização também acredita que a assinatura do acordo pode promover mudanças relevantes nos investimentos bilaterais, além de proporcionar um ambiente mais competitivo para as empresas brasileiras ao diminuir custos operacionais nas cadeias produtivas. "Este tratado representa um marco na estratégia de inserção internacional do Brasil, influenciando a reorganização dos fluxos comerciais e de capitais globais", conclui o líder da CNI.