Um documento formal dirigido ao Supremo Tribunal Federal propõe que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja transferido para prisão domiciliar. A solicitação foi apresentada pelo senador Wilder Morais (PL-GO) e conquistou o apoio de mais da metade dos integrantes do Senado Federal.
Atualmente, 41 dos 81 senadores subscrevem o requerimento, que está sob análise do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro encontra-se sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, localizada em Brasília.
Nesta petição, os legisladores alegam que o ex-mandatário presidencial possui condições de saúde que demandam acompanhamento médico fora do ambiente carcerário. O documento cita episódios de crises convulsivas e procedimentos médicos recentes como justificativas para o pedido.
Embora o número de assinaturas seja expressivo, a decisão sobre o assunto não depende de apoio político. A autoridade de conceder ou negar a prisão domiciliar é exclusiva do relator responsável pelo caso no STF.
Internamente, a movimentação no Senado é percebida como uma manobra de cunho político, visando demonstrar união institucional ao ex-presidente diante do avanço das investigações. Os apoiadores querem transmitir uma mensagem de respaldo ao político em meio às diligências em andamento.
Entre os signatários do documento, estão nomes como Wilder Morais (PL-GO), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Bruno Bonetti (PL-RJ), Jaime Bagattoli (PL-RO), Eduardo Gomes (PL-TO), Izalci Lucas (PL-DF), Plínio Valério (PSDB-AM), Tereza Cristina (PP-MS), Magno Malta (PL-ES), Marcos Pontes (PL-SP), Carlos Portinho (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG), Esperidião Amin (PP-SC), Marcos do Val (Podemos-ES), Jorge Seif (PL-SC), Márcio Bittar (PL-AC), Wellington Fagundes (PL-MT), Dra. Eudócia (PL-AL), Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Ciro Nogueira (PP-PI), Marcos Rogério (PL-RO), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA), Damares Alves (Republicanos-DF), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Dr. Hiran (PP-RR), Lucas Barreto (PSD-AP), Alan Rick (Republicanos-AC), Efraim Filho (União Brasil-PB), Nelsinho Trad (PSD-MS), Sérgio Moro (União Brasil-PR), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Giordano (sem partido-SP), Styvenson Valentim (PSDB-RN), Carlos Viana (Podemos-MG), Flávio Arns (PSB-PR), Jorge Kajuru (PSB-GO), Laércio Oliveira (PP-SE) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).