O episódio polêmico envolvendo o Banco Master agravou as tensões internas no Tribunal de Contas da União (TCU), evidenciando uma divisão clara entre seus membros. Informações confidenciais indicam que o clima de constrangimento se espalha entre os ministros, enquanto as investigações sobre as ações do Banco Central avançam para um estágio de possíveis ameaças e intimidações.
Recentemente, a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que o Banco Central também tem sido alvo de ataques cibernéticos, o que reforça a percepção de que a gestão do caso tem apresentado excessos. O ministro Jhonatan de Jesus também manifestou preocupações, classificando a condução do processo como problemática. Uma fonte próxima ao tribunal afirmou à CNN Brasil que a crise pode prejudicar de forma irreversível a credibilidade da instituição.
Embora as tensões internas sejam evidentes, não existem expectativas de que as ações judiciais possam derrubar a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master. A principal hipótese é que as medidas adotadas visam atrasar o processo de venda dos ativos, dificultando o pagamento às credoras. Uma possibilidade discutida nos bastidores do TCU é que o tribunal possa solicitar avaliações adicionais dos bens a serem comercializados, tornando o procedimento mais burocrático e moroso. Ainda assim, há previsão de que o conflito possa escalar politicamente, com possíveis desdobramentos futuros.
Vital do Rêgo, presidente do TCU, optou por não comentar as críticas internas relacionadas à gestão da crise do Banco Master. Ele foi quem autorizou a realização da inspeção no Banco Central, com o propósito de averiguar o procedimento de liquidação, marcado por suspeitas de fraude.
Em contato com a CNN Brasil, Rêgo reafirmou o compromisso do tribunal com sua competência constitucional, destacando a prerrogativa de fiscalizar o Banco Central, conforme a Constituição Federal. Segundo ele, não há dúvida sobre a autoridade do TCU em exercer suas funções de controle externo, fundamentadas nos artigos 70 e 71 do texto constitucional, que conferem ao órgão a responsabilidade de monitorar a legalidade, legitimidade e eficiência da administração pública, incluindo autarquias como o Banco Central, preservando sua autonomia técnica e decisória.