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Acidente
08/01/2026 08:00:00

Preocupação cresce entre moradores do Pinheiro devido a ruídos e tremores súbitos

Autoridades monitoram o local após relatos de estrondos e vibrações, enquanto residentes buscam respostas

Preocupação cresce entre moradores do Pinheiro devido a ruídos e tremores súbitos

Na região do bairro do Pinheiro, em Maceió, uma onda de inquietação se instalou entre os residentes após relatos de ressonantes barulhos e movimentos sísmicos sentidos nos últimos dias. As manifestações de medo intensificaram a sensação de insegurança, sobretudo em uma área já afetada por isolamento de propriedades e análises técnicas contínuas. Moradores da Rua Arsenho Fortes relataram ter percebido sons intensos, que lembram explosões, além de vibrações no solo.

Uma das testemunhas, Ana Liliane, proprietária de uma das casas, explicou que uma fossa séptica, previamente cheia, ficou completamente vazia após um forte estrondo. Ela contou que o episódio aconteceu na noite do dia 25, por volta das 20 horas.

“Na noite do dia 25, às 8 horas, eu estava no quintal com meu marido, quando ouvimos um barulho extremamente forte vindo do solo”, relatou Ana Liliane. Ela acrescentou que acionou a Defesa Civil, que inicialmente esteve no local e não detectou irregularidades. No entanto, no dia seguinte, a equipe não retornou, mas ela informou que uma nova visita aconteceu no sábado, momento em que mostrou que a fossa tinha sido completamente esvaziada.

“Mostrei que a fossa tinha sido sugada, pois ela estava cheia anteriormente. Quando os técnicos vieram, disseram que não poderiam fazer nada e que eu deveria contratar uma empresa especializada para analisar o solo”, afirmou a moradora. Ela também revelou que entrou em contato com a Braskem, mas recebeu a orientação de que a responsabilidade pelo problema é da Defesa Civil.

“Estou enfrentando uma situação grave, que ninguém sabe exatamente a dimensão. Tenho um documento que recomenda a isolamento da área, e agora estou sem saber o que fazer”, declarou Ana Liliane. A moradora relatou que os ruídos ainda ocorrem de forma repentina, parecendo dinamite ou gases acumulados sob o solo, além de tremerem tudo ao redor.

Essa situação tem causado pânico entre os habitantes da rua. Outra residente da mesma região, Cláudia, também relatou ter ouvido os estrondos recentes e sentido tremores. Ela descreveu que o barulho assemelha-se ao som de alguma coisa caindo e que o tremor durou alguns segundos, afetando emocionalmente toda a comunidade. “Eu tenho tido pesadelos angustiantes. Sempre que vejo um buraco, começo a tremer. Perdi o sossego de repente”, explicou Cláudia.

A via onde moram as famílias fica a menos de um quarteirão de construções já evacuadas e isoladas devido às questões geológicas na área do Pinheiro. Algumas dessas residências estão abandonadas há anos, com registros de depredação, enquanto outras permanecem ocupadas, como a de Ana Liliane, agravando o sentimento de insegurança.

Em relação às ações oficiais, a Braskem afirmou que o incidente não é de sua competência, transferindo a responsabilidade para a Defesa Civil de Maceió. Por sua vez, a pasta municipal comunicou que uma equipe técnica esteve no local para avaliar a situação. O engenheiro civil do órgão sugeriu que a secagem rápida da fossa poderia ter causado o estrondo, recomendando que a proprietária contrate um profissional para realizar análises técnicas e intervenções necessárias.

A Defesa Civil acrescentou que a residência encontra-se em uma área sob monitoramento do Comitê de Acompanhamento Técnico, e que não há registros de microssismos na região.

Apesar de algumas fissuras verticais encontradas em uma das paredes, a avaliação indica que não há riscos estruturais relevantes. O órgão garantiu que a região continuará sob vigilância de equipes especializadas para prevenir problemas maiores.