De acordo com fontes próximas à situação, a Itália, que anteriormente liderou esforços para postergar a assinatura do acordo prevista para dezembro, agora deve votar a favor do pacto, possibilitando a concretização do entendimento econômico entre a UE e o bloco do Mercosul.
Segundo informações obtidas pela Bloomberg News, a nação europeia pretende alterar sua posição e apoiar o tratado de livre comércio com o Mercosul na votação dos embaixadores da UE marcada para 9 de janeiro. Essa mudança de postura abriria caminho para que o bloco assinasse oficialmente o acordo com o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai em 12 de janeiro.
Até o momento, o governo italiano não fez declarações públicas, e os planos podem ainda ser modificados, pois nada foi definitivamente decidido.
O acordo de livre comércio vinha enfrentando obstáculos, especialmente após a França e a Itália liderarem uma campanha contra sua assinatura no mês passado. Esses países alegaram que as proteções necessárias para os agricultores europeus ainda estavam insuficientes.
Além disso, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, vinha buscando garantias adicionais para o setor agrícola, bem como recursos extras no orçamento do bloco europeu para os agricultores, conforme relato de fontes sob condição de anonimato.
Na última segunda-feira, Paula Pinho, porta-voz da Comissão Europeia, afirmou que houve debates, avanços e progresso nas últimas duas semanas, indicando que o caminho está alinhado para uma possível assinatura do tratado em breve.
Em dezembro, o presidente francês Emmanuel Macron enfrentou forte pressão de agricultores internos e manifestou que o acordo não possuía salvaguardas suficientes.
Por sua vez, durante o fim de semana, o primeiro-ministro francês Sebastien Lecornu declarou que seu país pretende restringir a entrada de alimentos da América do Sul ou de outras regiões que contenham pesticidas proibidos na União Europeia, reforçando a preocupação com a segurança e a proteção agrícola no continente.