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Acidente
07/01/2026 01:00:00

Investigações apontam possível motivo de homicídio de professor em Maceió; suspeito admite culpa, mas há indícios de relacionamento homoafetivo

Homem de 31 anos foi detido após fugir com o carro da vítima; polícia continua apurando diferentes hipóteses sobre o crime

Investigações apontam possível motivo de homicídio de professor em Maceió; suspeito admite culpa, mas há indícios de relacionamento homoafetivo

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) trabalha atualmente com a hipótese de que a morte do professor de educação física José Neilton Ferreira de Souza, de 60 anos, ocorrida dentro de seu próprio apartamento no bairro do Antares, em Maceió, tenha sido resultado de um conflito entre vítima e autor, que compartilhavam um relacionamento homoafetivo. A confirmação dessa informação foi feita pela delegada Camila Chacon durante entrevista exibida na TV Pajuçara nesta terça-feira (6).

O homem de 31 anos, preso na mesma manhã em Barra de Santo Antônio, confessou ter cometido o homicídio, alegando que a motivação estaria relacionada a uma dívida de trabalho, embora as investigações ainda estejam abertas para verificar outras possibilidades. Segundo sua própria versão, uma disputa financeira envolvendo um débito de R$ 3.500,00, referente a serviços prestados na academia do professor, teria desencadeado o conflito.

De acordo com o suspeito, ele foi até o apartamento do professor para cobrar o valor devido, e durante a cobrança houve uma luta física. Ele afirma que José Neilton se machucou ao bater a cabeça na parede e cair desacordado, mas admitiu que, após isso, utilizou um fio para sufocar a vítima, provocando sua morte.

A delegada destacou que o suspeito possui experiência de cerca de 15 anos no muay thai, o que torna sua ação ainda mais grave. “A vítima já estava inconsciente no momento do enforcamento, sem qualquer chance de defesa. Estamos falando de um idoso de 60 anos e de um homem fisicamente preparado de 31”, ressaltou Camila Chacon.

Após cometer o crime, o suspeito fugiu levando o carro de José Neilton. O veículo foi essencial na sua localização, pois foi encontrado estacionado em frente à residência da namorada do homem. Ele não resistiu à prisão e foi levado para a Central de Flagrantes, onde permanece aguardando a audiência de custódia.

A equipe da DHPP pediu à Justiça a decretação da prisão preventiva, com base na forte evidência de autoria e materialidade do homicídio. Durante o depoimento, ele manteve postura fria e não demonstrou arrependimento, o que reforça sua conduta investigativa.

O episódio ganhou destaque na comunidade local após moradores notarem o desaparecimento de José Neilton, que costumava praticar exercícios físicos diários e frequentava sua academia regularmente. Como não atendeu às chamadas, vizinhos foram até seu apartamento e encontraram o corpo do professor.

José Neilton também atuava como professor na rede municipal de ensino, sendo bastante estimado pelos alunos, colegas e familiares. A notícia da sua morte gerou solidariedade e tristeza em toda a comunidade, e a Prefeitura de Maceió lamentou a perda por meio de uma nota oficial.

O apartamento do professor foi isolado para que equipes do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) realizassem perícia e remoção do corpo.

Enquanto as investigações continuam, a Polícia Civil realiza análises de imagens de câmeras de segurança, ouve testemunhas e aguarda os laudos periciais, com o objetivo de esclarecer de forma definitiva os motivos do homicídio. Informações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181, para auxiliar na elucidação do caso.