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Acidente
06/01/2026 08:00:00

Maduro afirma ser líder legítimo enquanto enfrenta tribunal em Nova York

Presidente venezuelano mantém sua posição em julgamento por acusações de narcoterrorismo nos Estados Unidos

Maduro afirma ser líder legítimo enquanto enfrenta tribunal em Nova York

O mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, declarou sua inocência perante uma corte na cidade de Nova York nesta segunda-feira (05/01), enquanto responde a processos relacionados ao tráfico de drogas e terrorismo. O líder e sua esposa, Cilia Flores, foram presos no último sábado em Caracas por forças americanas durante uma operação sem precedentes, autorizada pelo então presidente Donald Trump, após semanas de tensões diplomáticas. Momento da prisão e transporte até o tribunal

Maduro e a esposa foram escoltados por agentes armados com equipamento tático de uma prisão no Brooklyn até um helicóptero, que os levou ao tribunal localizado em Manhattan.

Durante a audiência, o juiz federal Alvin Hellerstein solicitou que Maduro se identificasse e confirmou seu direito de notificar o consulado venezuelano sobre suas detenções. Ambos foram ouvidos na corte usando uniforme laranja e bege, enquanto a tradução do intérprete era transmitida por fones de ouvido.

Antes de ser interrompido pelo magistrado, Maduro declarou: "Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem honesto. Ainda sou líder do meu país".

Fotos do apoio a Maduro em frente ao tribunal demonstraram a presença de manifestantes favoráveis ao presidente venezuelano.

Acusações formais e histórico de investigação

As acusações contra Maduro incluem conspiração para narcoterrorismo, tráfico de cocaína, posse de armas automáticas e explosivos. Os Estados Unidos alegam que ele lidera uma rede de tráfico de drogas com conexões a grupos criminosos violentos, como os cartéis mexicanos de Sinaloa e Los Zetas, às guerrilhas colombianas das Farc, além do grupo venezuelano Tren de Aragua.

A acusação aponta que Maduro teria atuado no narcotráfico desde seu início como deputado na Assembleia Nacional em 2000, passando por cargos como ministro das Relações Exteriores e, posteriormente, eleito presidente em 2013, após a morte de Hugo Chávez.

Maduro e Flores negam as acusações, alegando que elas representam uma tentativa imperialista do governo de Trump de controlar as reservas petrolíferas do país. Flores também reivindicou sua inocência.

Histórico do processo e próximos passos

Os primeiros indícios contra Maduro foram apresentados por autoridades federais de Nova York em 2020, vinculando-o a um esquema antigo de tráfico envolvendo forças venezuelanas e guerrilheiros colombianos. Uma denúncia atualizada, divulgada neste sábado, revelou detalhes adicionais, incluindo o envolvimento de Cilia Flores.

A próxima audiência está agendada para o dia 17 de março, quando novas etapas do processo serão discutidas.