A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização nesta segunda-feira (5) para o início de uma investigação clínica que testa a segurança do uso de uma substância chamada polilaminina em pacientes que sofreram danos na medula espinhal.
Essa proteína demonstrou potencial de promover a regeneração de áreas lesionadas. A substância, desenvolvida após um quarto de século de pesquisas pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é composta por uma proteína isolada da placenta humana, conhecida como laminina.
Durante experimentos realizados até o momento, aproximadamente dez indivíduos apresentaram melhora na mobilidade com o tratamento à base de polilaminina. Entre esses casos, destacam-se um jovem de 31 anos, vítima de acidente de trânsito, uma mulher de 27 anos que sofreu uma queda, e um homem de 33 anos atingido por arma de fogo.
A novidade representa uma esperança para pessoas com lesões na medula, cuja recuperação tem sido um grande desafio na medicina neurológica. Para mais detalhes sobre o estudo, a CNN Brasil informa que a pesquisa visa ampliar o entendimento sobre a regeneração neural e oferecer possibilidades de reabilitação mais eficazes para esses pacientes.