No dia seguinte à detenção de Nicolás Maduro, líder venezuelano, o presidente dos Estados Unidos alertou que outras nações produtoras de drogas que enviam substâncias ilícitas para o território norte-americano não serão toleradas por muito tempo. Entre os países mencionados, destacou a Colômbia, afirmando que ela enfrenta uma grave crise de saúde.
Um dia após as forças americanas capturarem Maduro em Caracas, o mandatário dos EUA declarou que diversas nações precisam alterar suas políticas relacionadas ao narcotráfico, indicando possíveis ações futuras contra elas.
De acordo com a agência Bloomberg, Donald Trump advertiu que o envio de drogas para os EUA por países da região não será mais tolerado a longo prazo. Logo após a prisão de Maduro em Caracas, o presidente americano afirmou que várias nações devem reconsiderar suas estratégias.
Durante uma conversa a bordo do Air Force One na noite de domingo (4), Trump declarou: "A Colômbia também enfrenta uma grave crise de saúde, governada por um líder doente que gosta de fabricar cocaína para vender aos Estados Unidos, e ele não irá fazer isso por muito tempo, posso garantir a vocês".
Ele criticou o presidente colombiano, Gustavo Petro, conhecido por suas opiniões contrárias às políticas de Trump, e que condenou a operação no fim de semana na Venezuela.
Trump sempre criticou o fluxo de drogas para o território norte-americano, usando tanto medidas econômicas quanto ações militares na tentativa de reduzir a crise. Entre as políticas adotadas estão tarifas impostas ao México e ao Canadá por causa do fentanil, além de ataques a embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico, acusadas de traficar drogas.
O presidente americano afirmou que sua campanha contra a Venezuela enfraqueceria Cuba, um aliado importante de Maduro, reduzindo assim a receita de Havana. Ele também destacou que muitos cubanos perderam a vida na operação nos arredores de Caracas, onde militares cubanos ajudam os venezuelanos.
"Parece que Cuba está à beira do colapso", comentou Trump, sem apresentar provas concretas de sua situação econômica debilitada, afirmando que não há necessidade de novas ações. Ele também adotou um tom mais ameno ao falar do México, país com forte presença de cartéis de drogas.
"O México precisa se reorganizar, pois os traficantes estão entrando pelo país, e algo precisa ser feito", declarou. Trump revelou que ofereceu ajuda militar aos mexicanos para "limpar" a situação, proposta que foi rejeitada publicamente por Claudia Sheinbaum, líder mexicana. Ele acrescentou: "Gostaríamos que o México fizesse isso, pois eles têm capacidade, mas os cartéis são extremamente poderosos lá".