Após tornar pública sua intenção de se aposentar do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o desembargador Márcio Roberto Ténor de Albuquerque optou por continuar exercendo seu cargo na magistratura.
Essa mudança de postura ocorreu poucos dias após sua declaração inicial, na qual anunciou sua saída através das redes sociais, criticando o ambiente institucional, embora tenha ressaltado a importância do respeito mútuo e da dignidade dentro do sistema judicial.
No dia 3 de janeiro, ele divulgou um manifesto intitulado “Autonomia institucional e cortesia mútua: um apelo por independência e equilíbrio”, abordando questões internas do Judiciário sem mencionar nomes ou episódios específicos, defendendo a preservação da integridade e do respeito no setor.
Na ocasião, Márcio Roberto justificou sua decisão de seguir na magistratura, afirmando: “Minha escolha não resulta de fadiga ou desânimo com a jurisdição. Pelo contrário: mantenho-me dedicado, produtivo e comprometido com o serviço público”.
Ele também enalteceu o desempenho de seu gabinete, considerado um dos mais eficientes do TJAL ao longo de 2025, apesar de limitações estruturais, e afirmou que sua decisão não foi motivada por vantagens financeiras, mas por questões éticas e institucionais.
Contudo, poucos dias depois, o magistrado voltou a se pronunciar publicamente para esclarecer que sua permanência foi fortemente influenciada pelo apoio recebido de familiares, colegas de magistratura, agentes do sistema de justiça e cidadãos.
Para ele, continuar na função representa uma demonstração de responsabilidade institucional, não uma desistência, mas uma renovação de seu compromisso com a legalidade, a justiça e a sociedade que depende do Judiciário.
Segundo o magistrado, sua permanência também faz parte de uma estratégia de fortalecimento do Poder Judiciário e de defesa de um modelo de justiça acessível, ético e humanizado. Márcio Roberto integra o TJAL desde sua nomeação pelo Quinto Constitucional, após trajetória no Ministério Público de Alagoas, onde foi procurador-geral de Justiça.
Dentro do tribunal, participa de colegiados e está envolvido em atividades administrativas e institucionais da Corte.
Até o momento, o Tribunal de Justiça de Alagoas não emitiu comunicado oficial a respeito do episódio. A decisão do magistrado mantém a composição do Pleno intacta e assegura a continuidade regular dos trabalhos judiciais.