Na manhã desta segunda-feira, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro deixou a penitenciária de Brooklyn, em Nova York, sob escolta de agentes federais. Maduro, que foi detido pelos Estados Unidos na última sábado (3) em Caracas, foi levado ao Tribunal Federal em Manhattan, onde uma audiência está agendada para as 14 horas do mesmo dia.
Acompanhando o ex-ditador, sua esposa, Cilia Flores, também chegou ao local sob a proteção de agentes da Drug Enforcement Administration (DEA), a agência de repressão às drogas dos EUA.
Maduro enfrenta quatro acusações principais no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, fundamentadas em denúncias apresentadas em 2020 e atualizadas neste ano de 2026. Segundo o governo americano, as acusações incluem narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, posse de armas automáticas e conspiração para a utilização de armas e dispositivos explosivos durante operações de tráfico de drogas.
De acordo com promotores da jurisdição nova-iorquina, Cilia Flores teria colaborado ativamente com Maduro no transporte de cocaína entre 2004 e 2015, utilizando grupos armados conhecidos como “coletivos” e escoltas militares para facilitar o esquema.
A justiça dos EUA aponta que ambos ordenavam sequestros, agressões físicas e assassinatos de indivíduos ligados ao narcotráfico, visando eliminar rivais ou dívidas. Além disso, ela é acusada de oferecer proteção a traficantes em troca de lucros financeiros, mantendo uma rede de corrupção e violência conectada ao tráfico de drogas.