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Acidente
05/01/2026 02:00:00

Crise na Saúde Pública de Alagoas: Suspensão de Cirurgias Complexas no Hospital Carvalho Beltrão por Falta de Recursos

Interrupção de procedimentos essenciais ameaça pacientes e revela dificuldades na gestão do sistema de saúde estadual

Crise na Saúde Pública de Alagoas: Suspensão de Cirurgias Complexas no Hospital Carvalho Beltrão por Falta de Recursos

O sistema de assistência médica em Alagoas enfrenta uma crise severa após a suspensão das operações cirúrgicas de alta complexidade no Hospital Carvalho Beltrão, localizado em Coruripe. Esta decisão foi confirmada pela Cooperativa de Neurocirurgiões do Estado de Alagoas (Coopneuro-AL) e resulta de atrasos prolongados nos pagamentos por parte do governo estadual, tornando inviável a manutenção de equipes especializadas e a realização de procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Como uma das principais unidades de referência do estado, o hospital desempenha papel crucial na realização de cirurgias neurológicas de emergência, intervenções na coluna vertebral e operações delicadas como a remoção de tumores cerebrais. Segundo informações da Coopneuro-AL, a situação é alarmante: profissionais estão realizando plantões de 24 horas sem receber salários desde junho, enquanto o calendário de cirurgias eletivas já sofria atrasos desde 2025.

A organização alerta que a ausência de pagamento impacta diretamente na segurança dos pacientes. A falta de especialistas provoca sobrecarga em outras unidades de saúde e aumenta a fila de espera por procedimentos urgentes, especialmente aqueles relacionados ao cérebro e coluna, colocando em risco a vida de muitos. Além disso, a suspensão no atendimento em Coruripe não prejudica apenas a região sul do estado, mas também compromete toda a rede de regulação do sistema estadual, que depende do Carvalho Beltrão para aliviar a demanda nos grandes hospitais de Maceió.

Até o presente momento, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) não anunciou uma previsão oficial para a quitação dos débitos pendentes. Com a continuidade do impasse financeiro entre o governo e a cooperativa, pacientes aguardando procedimentos essenciais vivem na incerteza, enquanto seus quadros clínicos podem evoluir para estados mais graves, evidenciando as fragilidades no gerenciamento de atendimentos de alta complexidade em Alagoas.