O dólar norte-americano encerrou a primeira sessão de negociações de 2026 com uma desvalorização de 1,16%, fechando a cotação em R$ 5,425 nesta sexta-feira (2/1). Essa redução mantém a tendência de queda observada nos últimos dias de 2025, período em que a moeda recuou mais de 10%, marcando o pior desempenho anual desde quase uma década.
O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, também apresentou uma baixa ao final do pregão, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas globais. Em 2025, o índice acumulou uma valorização superior a 33%, seu maior crescimento anual desde 2016.
Além disso, o volume de negociações caiu devido à transição de ano, provocando oscilações ao longo do dia. Entre os fatores de maior atenção, destaca-se a China, que a partir de 1º de janeiro adotou restrições às importações de carne bovina.
O país asiático estabeleceu uma cota anual de 2,7 milhões de toneladas com uma tarifa de 12%, enquanto qualquer volume acima será tributado em 55%. Essa medida busca proteger os produtores locais e impacta diretamente o Brasil, maior exportador de carne para a China.
Apesar dessas restrições, a meta de crescimento de 5% para a economia chinesa em 2026 mantém a expectativa de demanda sólida por commodities. Investimentos em infraestrutura e setor industrial reforçam a procura por minérios, especialmente ferro, beneficiando empresas do segmento e sustentando o desempenho do Ibovespa. No cenário internacional, a atenção se volta para os Estados Unidos, onde a atenção está na divulgação do relatório de payroll, que apresenta dados do mercado de trabalho, prevista para a próxima sexta-feira (9/1).
A performance do emprego será decisiva para o Federal Reserve, que deve considerar cortes de juros em 2026. Ainda que o mercado projete duas reduções na taxa básica, a força do mercado de trabalho pode pressionar a inflação, levando o Fed a manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, promovendo uma desaceleração econômica gradual.