A comunidade do bairro da Levada, localizada em Maceió, vem enfrentando uma série de episódios ilícitos, incluindo assaltos, furtos e invasões a residências.
De acordo com relatos locais, a sensação de vulnerabilidade aumentou significativamente após o encerramento de duas unidades de saúde na área, que passaram por reformas.
Uma residente, que preferiu permanecer anônima, revelou à imprensa que os atos criminosos acontecem em diferentes momentos do dia, inclusive durante o período diurno, o que intensifica o medo entre os moradores.
Ela descreveu: “Durante o dia, com muita movimentação na rua, os invasores entram nos imóveis. Já provocaram até queda de energia na rua, invadiram quintais vizinhos, roubaram botijões de gás e tentaram retirar partes do ar-condicionado de uma casa.” A moradora também comparou a situação a um estado de confinamento dentro de sua própria residência, afirmando:
“Estamos sempre com as portas trancadas, com receio de sair ou mesmo de abrir a porta para alguém que venha oferecer algum serviço.” O comerciante Nerivaldo, que administra um estabelecimento há 45 anos na Rua da Clínica Deyse Brêda, também confirmou o crescimento do índice de criminalidade na região.
Ele destacou que a situação piorou após o fechamento da Unidade de Saúde Infantil Deyse Brêda, que foi desativada para reformas. Segundo ele, “tudo ficou abandonado. Os vândalos quebraram as portas das unidades de saúde, invadiram os locais e, pelo telhado, tiveram acesso a três residências, incluindo a da minha filha, que também foi roubada. Além disso, minha loja foi invadida, levando uma balança. Desde que fecharam as unidades, a criminalidade só aumentou.”
As instalações do Ambulatório de Saúde Noélia Lessa e da Clínica Infantil Deyse Brêda permanecem fechadas desde outubro de 2024, quando começaram as reformas. Na época, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que os trabalhos teriam duração de aproximadamente um ano.
Contudo, até o momento, nenhuma intervenção foi iniciada e os prédios continuam fechados. A equipe da TV Gazeta tentou contato com a Sesau para obter esclarecimentos, mas não obteve retorno até o momento.