De acordo com a Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o líder venezuelano Nicolás Maduro está sob investigação por diversos crimes, incluindo narcoterrorismo e conspiração para tráfico de drogas. Ela confirmou que Maduro, junto de sua esposa Cilia Flores, foi formalmente indiciado por acusações relacionadas à importação de cocaína, posse de armamentos pesados e dispositivos destrutivos, além de conspirações contra os interesses americanos.
Na manhã deste sábado (3), Donald Trump, presidente dos EUA, utilizou suas redes sociais para anunciar a captura de Maduro, afirmando que o líder venezuelano foi removido de seu país após uma operação militar de grande escala realizada por forças especiais americanas, juntamente com sua esposa, e levado ao exterior do território venezuelano.
Segundo o ex-presidente Trump, a captura foi planejada há quatro dias, mas precisou ser adiada devido às condições climáticas. Ele também informou que houve alguns ferimentos durante a operação na Venezuela, contudo, sem vítimas fatais entre os militares americanos.
Em uma declaração prévia à Fox News, Trump revelou que Maduro desejava negociar sua saída no final do conflito, mas que a decisão de agir foi tomada pelos EUA. Ele afirmou ainda que Maduro estaria a bordo de uma embarcação norte-americana e a caminho de Nova York, onde será apresentado às autoridades judiciárias.
A ação militar marca um ponto de virada na política externa dos EUA contra o governo venezuelano, que desde o início do mandato de Trump vinha sendo alvo de sanções e campanhas de pressão, sob a acusação de liderar uma organização de tráfico de drogas que ameaça a segurança nacional.
O atual conflito levou ao fechamento de várias áreas de produção petrolífera na Venezuela, apesar de as reservas do país permanecerem entre as maiores do mundo.
Este episódio ocorreu exatamente no aniversário da rendição do líder panamenho Manuel Noriega às forças americanas, em 1990, quando ele se entregou na embaixada do Vaticano na Cidade do Panamá e foi extraditado para Miami, onde foi julgado e condenado.
A captura de Maduro provoca reações variadas: enquanto aliados de Trump, como o presidente argentino Javier Milei, celebraram a operação, os apoiadores do regime venezuelano e países como Rússia e Colômbia condenaram duramente a intervenção, considerando-a uma agressão à soberania venezuelana e à estabilidade regional. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou o ato como uma agressão armada, alertando para os riscos de uma escalada no conflito.
Vários estaleiros militares e civilizações na Venezuela foram atingidos, incluindo bases em Caracas e áreas de exploração petrolífera, segundo relatos oficiais. Imagens não confirmadas mostraram aeronaves sobrevoando a capital e supostos ataques de mísseis contra alvos estratégicos, enquanto o governo venezuelano acusou os EUA de tentar tomar controle dos recursos petrolíferos do país.
Apesar dos ataques aéreos, as instalações de petróleo, como o Porto de Jose, a Refinaria de Amuay e regiões do Cinturão do Orinoco, continuam operando normalmente, de acordo com fontes confidenciais.
A Chevron, parceira internacional da estatal venezuelana de petróleo sob uma licença especial do Departamento do Tesouro, afirmou estar priorizando a segurança de seus funcionários e a integridade de seus ativos na região.
Apesar de possuir vastas reservas, a Venezuela vê sua participação no mercado global de petróleo reduzir-se drasticamente desde 2015, produzindo atualmente cerca de um milhão de barris por dia — menos de 1% do total mundial, sendo a maior parte exportada para a China.
A crise econômica e política agravou-se ao longo dos anos, levando milhões de venezuelanos a abandonarem o país em busca de melhores condições de vida. O episódio também marca uma mudança no perfil da política externa de Trump, que em seu mandato implementou ataques contra alvos no Irã, Iêmen e Nigéria, além de realizar operações militares na Síria e outros países, contrariando sua promessa de evitar conflitos internacionais e focar na política doméstica.
As ações contra a Venezuela representam uma escalada na intervenção militar dos EUA na América Latina, sob alegações de combater o narcotráfico e proteger interesses estratégicos. Na esfera diplomática, os líderes latino-americanos expressaram preocupações e condenaram os ataques, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, qualificou a cooperação de Maduro com narcotraficantes e grupos terroristas como uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos.
Demais países, incluindo a União Europeia, pediram moderação e reafirmaram que Maduro não possui legitimidade democrática reconhecida internacionalmente. Essa intervenção militar, ocorrida em uma data simbólica, pode abrir uma nova fase na crise venezuelana, cujo futuro permanece incerto após anos de uma gestão marcada por crises internas, acusações de autoritarismo, hiperinflação, escassez de bens essenciais e migração em massa.
A possibilidade de Maduro abandonar o poder e a continuidade do conflito político ainda são temas de intenso debate internacional, enquanto as forças militares americanas reforçam sua presença na região.