Na esteira dos ataques das forças americanas à Venezuela, líderes de diferentes regiões do mundo se pronunciaram, expressando preocupação e condenando a ação militar liderada pelos Estados Unidos. Países latino-americanos, Rússia e outras nações enfatizaram a necessidade de evitar uma escalada de conflitos e reforçaram a importância do diálogo e do respeito à soberania venezuelana.
Em comunicado divulgado neste sábado (3), o Ministério das Relações Exteriores russo declarou estar "profundamente apreensivo" e criticou a ofensiva militar, chamando-a de "ato de agressão armada" contra a Venezuela. A nota destacou que, neste momento, é fundamental evitar uma maior deterioração da situação e concentrar esforços para buscar uma solução pacífica por meio do diálogo, ao invés de ações unilaterais.
O presidente da Colômbia também manifestou sua reprovação às ações dos Estados Unidos, reforçando que o país condena veementemente a invasão e reitera sua postura de evitar confrontos armados na região.
Na mesma linha, o Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocado por diversos membros, incluindo a Colômbia, que declarou: "Buscamos uma reunião urgente para discutir a crise na Venezuela. O governo colombiano condena veementemente a agressão contra a soberania venezuelana e clama por resolução pacífica, baseada na autodeterminação dos povos. Apelamos ao povo venezuelano para que busque a união e o diálogo civilizado, pois sem soberania não há nação."
O presidente de Cuba, Miguel Días-Canel, também repudiou a intervenção militar, afirmando que "estamos sendo alvo de um ataque brutal que representa terrorismo de Estado contra nosso irmão povo venezuelano e toda a América".
Outro líder que condenou as ações foi o presidente do Chile, Gabriel Boric, que declarou: "Expressamos nossa preocupação e repúdio às ações militares dos EUA na Venezuela. Urgimos por uma solução pacífica ao grave conflito que assola o país, apoiando os princípios do Direito Internacional, como a não intervenção e a integridade territorial. Acreditamos que o caminho deve ser o diálogo e o multilateralismo, não a força ou a interferência estrangeira."
Por sua vez, o presidente argentino, Javier Milei, celebrou com entusiasmo a prisão de Nicolás Maduro, afirmando: "A liberdade avança, viva a liberdade!". Ele compartilhou uma imagem do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de Maduro, reforçando sua visão favorável à mudança na situação venezuelana.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália anunciou que acompanha de perto os desdobramentos na Venezuela, especialmente em relação à comunidade italiana residente no país. A primeira-ministra Giorgia Meloni destacou que seu governo está atento à situação e busca uma resposta diplomática.
Na Ásia, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, ordenou medidas preventivas para proteger os cidadãos sul-coreanos na Venezuela, enquanto a Alemanha expressou preocupação oficial e informou que mantém contato com sua embaixada em Caracas, preparando uma reunião de crise para discutir os próximos passos.
O Irã, tradicional aliado da Venezuela, afirmou que o ataque dos EUA constitui uma "violação flagrante" da soberania venezuelana. O Ministério das Relações Exteriores iraniano solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que tome providências imediatas para interromper o que chamou de "agressão ilegal".
Por outro lado, o presidente do Equador, Daniel Noboa, manifestou apoio ao ataque americano, alegando que a ação contribuirá para desmantelar o que chamou de "narco-chavistas" e disse acreditar que isso ajudará a desintegrar redes criminosas em toda a América.
Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu uma transição pacífica e democrática para o povo venezuelano. Ela afirmou: "Estamos acompanhando atentamente a crise na Venezuela, oferecendo solidariedade ao povo venezuelano. Nosso objetivo é uma mudança pacífica, que respeite o direito internacional e os princípios da ONU.
Em coordenação com o Alto Representante para Relações Exteriores, Kaja Kallas, garantiremos que cidadãos da UE na Venezuela recebam todo o apoio necessário."