De acordo com informações da Bloomberg, a quantidade de petróleo produzida na Venezuela, principal fonte de receita do país, vem apresentando uma queda significativa enquanto as forças americanas no Caribe restringem as exportações. Como consequência, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) teve que iniciar o encerramento de operações em diversos campos, já que o armazenamento está se esgotando e não há capacidade suficiente para processar ou exportar o produto com agilidade.
O regime de Nicolás Maduro enfrenta uma crescente pressão devido às ações dos Estados Unidos, que além de limitar as exportações, ameaçam realizar ataques terrestres na região, intensificando a crise econômica do país.
Por Bloomberg News 02 de janeiro de 2026 | 09h29 Últimas cotações de mercado Ibovespa -0,36% 160.538,69 Dólar -1,28% 5,43 Nasdaq -0,03% 23.235,63 BTC/USD +0,11% 90.127,26 Segundo reportagens da Bloomberg, a produção de petróleo na Venezuela, que é crucial para a economia do país, vem diminuindo enquanto as ações dos Estados Unidos na região do Caribe reduzem as exportações e ameaçam o regime de Maduro com possíveis ataques terrestres. Em 29 de dezembro, a extração na Faixa do Orinoco, que produz petróleo de alta viscosidade, caiu para 498.131 barris por dia, uma redução de 25% em relação a duas semanas antes, conforme dados internos da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).
A estatal venezuelana teve que suspender operações em alguns campos devido à escassez de espaço de armazenamento e à incapacidade de exportar o petróleo com suficiente rapidez. A região do Orinoco é responsável por quase dois terços da produção total do país, destacando sua importância na economia local.
Autoridades da PDVSA, do Ministério do Petróleo e do Ministério da Comunicação da Venezuela não responderam imediatamente às solicitações de comentários. Nas últimas semanas, o governo de Donald Trump intensificou ações contra embarcações venezuelanas, abordando e perseguindo petroleiros que tentam chegar aos portos do país, numa tentativa de impactar economicamente Nicolás Maduro, cuja receita depende em mais de 95% das vendas de petróleo.
Na semana passada, Trump afirmou que os Estados Unidos realizaram um ataque terrestre a uma instalação venezuelana, o que representaria uma escalada na tensão entre os dois países. Maduro não comentou especificamente sobre essa ação, que, segundo a CNN, teria sido conduzida por drones da CIA na costa venezuelana.
Na quinta-feira, Washington adicionou à sua lista de sanções quatro petroleiros e quatro empresas sediadas em Hong Kong e na China continental, sinalizando uma postura dura contra o regime de Maduro e indicando que Pequim deve se manter à margem do conflito entre a administração Trump e o governo venezuelano.
Apesar das acusações dos EUA de que Maduro lidera uma organização terrorista que facilita o tráfico de drogas, o líder venezuelano nega as alegações e cética especialistas em crime organizado questionam as acusações. As ações de Washington representam uma estratégia para enfraquecer o regime chavista, que tem sofrido com o isolamento internacional e a crise econômica agravada pelas sanções.