Na sexta-feira passada, dia 2 de janeiro, o Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma verificação relacionada à determinação do Banco Central de encerrar as operações do Banco Master, decisão que foi tomada em novembro do ano anterior.
Embora estivesse em período de recesso, a equipe técnica responsável pelo plantão na entidade realizou a análise. Segundo o próprio presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, essa ação faz parte dos procedimentos padrão do órgão, que tem a missão de fiscalizar entidades como o Banco Central.
A investigação do TCU acerca da liquidação do Banco Master foi motivada por uma solicitação do Ministério Público. O processo foi mencionado pelo ministro Jhonatan de Jesus, que ordenou ao Banco Central o envio de documentos relativos ao processo de encerramento das atividades. Na opinião do relator, a instituição financeira agiu de forma precipitada ao decretar a liquidação da instituição. Em resposta, o Banco Central encaminhou um relatório detalhado na segunda-feira, 29 de dezembro.
O Banco Master foi liquidado após investigações que indicaram operações suspeitas de fraudes, envolvendo cerca de R$ 12 bilhões em carteiras e fundos sem garantias. Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, foi detido pela Polícia Federal, mas continua respondendo ao processo em liberdade. Recentemente, ele depôs perante o Supremo Tribunal Federal em Brasília.
Contudo, o TCU acredita que o Banco Central pode ter agido de forma excessiva ao decidir pela liquidação. A instituição monetária justifica que a medida foi adotada após uma investigação aprofundada, que se estendeu por anos e revelou irregularidades praticadas pelo Banco Master.
Durante o procedimento, o TCU terá a possibilidade de emitir recomendações, solicitar ações específicas ou questionar a condução do caso, dependendo das conclusões obtidas na análise técnica em curso.