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Saúde
31/12/2025 11:59:00

Crescimento nos diagnósticos de TDAH em adultos revela mudanças na compreensão do transtorno

Mais indivíduos identificam a condição apenas na fase adulta, refletindo novas perspectivas e desafios

Crescimento nos diagnósticos de TDAH em adultos revela mudanças na compreensão do transtorno

Nos últimos anos, a quantidade de adultos que recebem a confirmação de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) tem aumentado consideravelmente. Essa tendência evidencia uma mudança na forma como o transtorno é percebido e diagnosticado ao longo da vida.

Durante seu período escolar, Mara (nome fictício) enfrentou dificuldades mínimas. Seu desempenho acadêmico era satisfatório e as avaliações não apresentavam grandes obstáculos.

Contudo, sua rotina na universidade trouxe uma realidade diferente. Ela explica: "Enquanto meus colegas estudavam concentrados na biblioteca, eu me distraía facilmente com o celular." Por um tempo, Mara conseguiu administrar sua rotina, mas à medida que seus colegas de classe passaram a se formar, ela percebeu a necessidade de uma reflexão mais profunda. A sua dificuldade de manter o foco e a organização se intensificou, levando-a a uma conclusão:

"Algo não estava certo." O diagnóstico ocorreu de maneira indireta. Após passar por um episódio depressivo e tentar diversos tratamentos com medicamentos diferentes, sua psiquiatra sugeriu que ela realizasse uma avaliação para TDAH. Foi uma revelação. Mara relata: "Foi como se alguém tivesse finalmente aberto meus olhos." Na época, ela tinha pouco mais de vinte anos.

Ao entender sua condição, Mara passou a compreender que muitos de seus fracassos pessoais não eram resultado de falta de esforço, mas de uma maneira diferente de funcionamento mental. "Percebi que meu cérebro opera de forma distinta e que enfrento obstáculos que outras pessoas não encontram.

" A história de Mara reflete um fenômeno crescente na sociedade. Cada vez mais adultos estão sendo diagnosticados com TDAH na fase adulta, desmistificando a ideia de que o transtorno é exclusivo da infância.

Essa mudança de perspectiva tem contribuído para uma maior compreensão dos desafios enfrentados por esses indivíduos e para a busca por tratamentos adequados.