11/01/2026 23:25:54

Justiça
31/12/2025 08:00:00

Médica sob acusação de homicídio retoma atividades na UTI após decisão judicial favorável

Profissional, que responde por homicídio em liberdade, volta a atuar no HEA sob proteção de segurança privada

Médica sob acusação de homicídio retoma atividades na UTI após decisão judicial favorável

Após obter autorização judicial, Nádia Tamyres Silva Lima, médica que responde por ter matado seu ex-marido, o também profissional de medicina Alan Carlos de Lima, retomou suas funções na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), localizado em Arapiraca.

Durante os períodos de circulação fora da ala e nos horários de visita aos pacientes, a médica é acompanhada por dois seguranças particulares, disfarçados, contratados para garantir sua proteção.

A presença de Nádia na unidade tem gerado preocupação entre alguns funcionários, que consideram o retorno prematuro e expressam medo em relação à segurança de pacientes e equipe.

Desde 2021, ela presta serviços ao HEA. Segundo nota oficial emitida pela gerência do hospital, a médica está legalmente autorizada a realizar suas atividades profissionais, em conformidade com decisões judiciais e orientações do Conselho Regional de Medicina. O hospital não forneceu detalhes específicos sobre a contratação dos seguranças que a acompanham durante os plantões.

Sobre o incidente No dia 16 de novembro, Alan Carlos de Lima foi assassinado em frente a uma unidade de saúde na zona rural de Arapiraca. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento exato em que Nádia Tamyres abordou seu ex-marido, que estava dentro de um carro, e efetuou múltiplos disparos.

Alan morreu no local. Horas após o crime, a médica foi detida em flagrante na cidade de Maceió e indiciada por homicídio qualificado, alegando motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O delegado Everton Gonçalves, responsável pela Delegacia de Homicídios de Arapiraca (DHA), afirmou que as imagens e a confissão da investigada confirmaram a autoria e a intenção de matar.

A tese de legítima defesa apresentada por ela não foi corroborada pelas investigações. No dia 17 deste mês, o desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), concedeu liminar em habeas corpus, substituindo a prisão preventiva por medidas cautelares.

Na decisão, o magistrado destacou que a acusada possui residência fixa, profissão lícita, saúde mental comprovada e não representa risco à sociedade, podendo responder ao processo em liberdade.